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 | Daniel Derevecki/GP
| Foto: Daniel Derevecki/GP
  • Eloir José, todo ouvidos e com notebook a postos

Ambulantes com banca e aqueles camelôs de rua, na verdadeira acepção da palavra, calculavam, logo depois do jogo contra a Holanda, o prejuízo com os estoques de bandeiras, camisetas, vuvuzelas e outros apetrechos relativos à Copa. Não faltaram sugestões, principalmente quanto à destinação das vuvuzelas. Dono de uma barraca na Rua Pedro Ivo disse que só vai aguardar o Dunga desembarcar no Brasil.* * * * *Conversa afiada

Nos dois últimos anos, o taxista Eloir José Galemba, 30 anos, saiu do anonimato dos choferes de praça e se tornou uma figurinha carimbada de Curitiba. O motivo é literário: as conversas ouvidas a bordo de sua Meriva alaranjada já lhe renderam dois livros, com um terceiro a caminho. Para não perder nenhuma história, além de uma caderneta, carrega um notebook. Paciência: nem tevês, nem rádios, nem jornais deixam Eloir em paz – todos querem falar com ele.

Conte alguma história...

Um rapaz entrou bêbado no táxi e pediu para levar à casa dele. E eu disse: sou taxista, não tenho bola de cristal. O passageiro apenas informava que na sua rua havia um canteiro, só isso. Rodei pela Visconde de Guarapuava, Mariano Torres... e nada de achar a casa do rapaz. Mas ele deixou cair uma agenda da carteira dele, aí foi que achei o telefone do seu pai e descobri que o rapaz morava na Avenida Víctor Ferreira do Amaral.

Você veio de Rio Azul, no interior. Como foi decorar o mapa de Curitiba?

Comecei como taxista no ponto da Reitoria da UFPR. Não conhecia nada, nem a Rua XV. Quando o cliente falava o endereço, eu sempre perguntava, todo gentil, se ele tinha algum caminho de sua preferência. Tinha vezes em que eu sabia chegar no Boa Vista, mas não no Cabral (risos). E foi assim, pelos próprios clientes, que conheci a cidade.

Como é ser agora uma celebridade entre os taxistas?

Me sinto diferente. Nunca tinha imaginado que ia acontecer tanta repercussão com a publicação dos meus livros. Todos me reconhecem, até os clientes. Tenho participações agendadas para o Programa do Jô e para o da Ana Maria Braga.

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Cafezinho valioso

Os cafés especiais incentivam o consumo, mas também ampliam a variação no preço. A distância entre o copo americano e o expresso das cafeterias mais aprumadas chega a 300%. É cada vez maior o número de casas que cobram o equivalente a mais de 2 dólares pelo café expresso ou com leite. O valor passa do preço que as redes de supermercados cobram por 500 gramas de pó de café, suficientes para encher dezenas de xícaras. Em quatro meses, quem toma uma xícara por dia pode pagar uma cafeteira portátil de expresso (R$ 350).

Notícia boa

Por muitos anos sujeita a despejo de sofás velhos, camas, vasilhas de plástico, lixo de todo tipo, enfim, a área que serpenteia a Rua Professor Guilherme Butler, na Barreirinha, tendo o conjunto residencial Santa Efigênia no lado oposto, está surpreendentemente limpa. Tendo sido iniciativa de moradores ou da prefeitura, parabéns! Bom que fossem contempladas com faxinas assim todas as áreas que depõem contra os hábitos de higiene dos curitibanos.

Vamos tomar um saquê?

Se um dia você for convidado por um amigo japonês para tomar um saquê, não pense que isso signifique necessariamente uma rodada de "Nihonshu", a bebida tradicional do Japão, fermentada a partir do arroz. Essa acabou se transformando em sinônimo de saquê para nós, brasileiros. Mas, segundo a revista Japão Atual, do Consulado Geral do Japão, "tomar um saquê" significa tomar qualquer bebida, como cerveja, vinho, uísque, conhaque, etc.

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"O amor se subordina a princípios rígidos e imutáveis para não ser confundido com a paixão."

João Darcy Ruggeri, advogado e escritor paranaense.

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