| Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Marinho do Rap: volta às origens

Muita gente torce o nariz para os artistas de rua, que, como esse equilibrista da foto, buscam ganhar a vida nos semáforos. Alguns realmente não ajudam, mas a maioria procura trabalhar sério. São raros os que tentam achacar os motoristas. Muitas vezes, a sincronização do trabalho com o tempo do semáforo não dá muito certo e nem é possível "passar a sacolinha". E contribui quem quer, sem pressão.

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Conversa afiada - Cultura de rua

Mario de Lima, 31 anos, é rapper e educador social. O movimento de rua está em seu sangue desde os 13 anos, quando começou a se interessar por programas musicais de dança de rua. Levar a ideia para a escola e criar um grupo de hip-hop foi um passo. Se antes era parte de uma brincadeira de adolescente, a cultura artística importada das comunidades jamaicanas na década de 70 se transformou no instrumento para melhorar comunidades vítimas de altos índices de criminalidade. Durante as últimas décadas, Marinho arrecadou boas histórias de mudanças.

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Como você avalia o movimento hip-hop atualmente?

Evoluiu muito, mas precisa voltar às suas origens. Quando se tornou popular, transpôs os limites da comunidade e, muitas vezes, perdeu a essência de gerar transformações sociais. Tem de ultrapassar o modismo.

Que transformações são essas?

A ideia do movimento hip-hop é melhorar, entre outras coisas, a autoestima dos participantes para que tenham uma perspectiva de vida melhor; debater a violência e a realidade. O hip-hop é integração.

Relógio da torre

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Enquanto o relógio da Igreja Bom Jesus, na Rui Barbosa, voltou a "bater bem", que tal a Santa Casa também colocar suas horas em dia? Faz tempo que o relógio de lá está parado. Basta um ajuste e todos passam a ser felizes, com relógios históricos a funcionar. Não faltará alguém disposto a bancar o custo do conserto.

Bingo pode

E os bingos correm soltos pela cidade. Um senhor tentou comunicar à polícia sobre a existência de um deles, que corre ilegal, todas as tardes, na Via Rápida do Cabral, perto do Walmart, e ouviu da autoridade: tem caça-níqueis? O homem disse não saber, porque nunca entrou, mas avisou que tem cartelas que são jogadas nas calçadas. E o policial do outro lado foi logo dizendo: bingo pode. Senão a gente teria de prender todos os padres da cidade.

"A ambição sem escrúpulos sepulta a ética, a moral e o bom senso para dar acesso à violência e à corrupção."

João Darcy Ruggeri, advogado e escritor paranaense.

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