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fernando martins

O estranho mundo de Albert e Mileva. E nosso

  • Porfernandor@gazetadopovo.com.br
  • 17/11/2015 23:01

Embora gostem um do outro, Albert e Mileva andam tendo desavenças. Desatento, ele esquece dos compromissos com ela. Ou, quando lembra, se atrasa. Certo dia, Mileva, mesmo sem desejar o fim, diz: “Quero acabar”. Ele pede mais uma chance. Ela resolve dar a oportunidade, mas afirma que ainda vai pensar. E marca um encontro para o fim do dia, quando contaria sua decisão. Mas estabelece uma condição: que ele não se atrase. Albert promete se emendar. Até acerta seu relógio com o dela para não perder a hora. Ele a deixa em casa e segue ao escritório em que trabalha, no 10.º andar de um prédio. Após o expediente, Albert aparece para o encontro. No horário certo. Mas Mileva não está. Ele pensa que ela desistiu, já que Mileva nunca se atrasa. E vai embora, triste. Ela, então, chega. Também no horário certo. Espera. Mas, decepcionada, desiste de Albert. O que ocorreu, se ambos foram pontuais? É que o tempo passou mais rápido para Albert porque ele ficou a maior parte do dia no alto do edifício e ela, no chão.

Mundo estranho este de Albert e Mileva, hein? Por mais incrível que pareça, não. Essa é a nossa realidade– o que nos mostra como sabemos pouco e nos enganamos facilmente. Tudo isso foi revelado há 100 anos, quando outro Albert, o Einstein, apresentou em novembro de 1915 a conclusão de sua genial teoria da relatividade – em grande parte fruto de cálculos nos quais teve a importante contribuição de outra Mileva, sua mulher.

À medida que nos movemos mais rápido, o tempo passa mais devagar

A principal constatação da teoria de Einstein é que o tempo é relativo. Passa diferente, dependendo do observador. E corre mais rápido para quem está num prédio do que para aquele que fica no solo – uma diferença ínfima, mas relevante para a astronomia e tecnologias como a do GPS, embora irrelevante na dimensão humana (Albert e Mileva iriam se encontrar – desculpem o exagero literário). Isso ocorre por causa do efeito da gravidade sobre o tempo. Quando mais perto de uma grande massa (como a Terra), mais devagar é o andar dos segundos.

Einstein chegou a suas conclusões ao tentar desvendar a gravidade. Ele se questionava: que força é esta que faz com que o Sol atraia os planetas a tal distância sem que haja qualquer contato entre eles? A resposta que ele deu é simples como ocorre aos gênios: se não há nada além de espaço entre o Sol e a Terra, então a atração é exercida pelo próprio espaço – que pode ser entendido como uma malha elástica invisível e plana que os une e que se dobra pelo peso do corpo com maior massa sobre ela, o que atrai o mais leve.

Mas onde entra o tempo nisso tudo? A teoria mostrou que o tempo é uma dimensão que não pode ser separada do espaço. Assim como andamos para a frente, para trás e para os lados, também nos movemos no tempo, do passado para o futuro. E corpos com maior massa alteram a passagem dos segundos do mesmo modo que curvam a malha espacial. Mas há ainda outra espantosa consequência: como espaço e tempo estão ligados, à medida que nos movemos mais rápido, o tempo passa mais devagar. E, se pudéssemos acelerar até a maior velocidade possível, a da luz, o tempo iria parar.

Albert, se soubesse disso, ao sair do trabalho poderia pegar um carro, acelerar o suficiente para atrasar seu relógio e chegar ao encontro junto com Mileva. E então poderia se declarar: “O mundo é um lugar estranho. Mas você é uma pessoa especial. E o que sinto é eterno como a luz”.

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