O vendedor Renato Locatelli (no centro) e os amigos não abriram mão de acessar a web na praia | Walter Alves/Gazeta do Povo
O vendedor Renato Locatelli (no centro) e os amigos não abriram mão de acessar a web na praia| Foto: Walter Alves/Gazeta do Povo

Serviço de telefonia

Operadoras investem para atender demanda no litoral

Acompanhando o crescimento da demanda, algumas operadoras de telefonia móvel têm feito investimentos para o verão. A Oi informou que deve modernizar a cobertura no Paraná. Para as comemorações de fim de ano, serão ativadas estações rádio-base para reforçar a capacidade das estações em todo o país. Na região sul, o reforço será feito em trechos do litoral com maior concentração de pessoas, como Guaratuba.

A Vivo informou que não há um projeto específico para o verão, já que foca em investimentos durante todo o ano. A operadora destaca um teste feito no Rio de Janeiro com novas antenas para demandas de equipamentos de sistema móvel que, nos próximos anos, deve chegar ao Paraná.

A assessoria de imprensa da Tim disse que a operadora está ampliando a cobertura 3G no litoral do estado, que deve atender Guaratuba, Caiobá, Matinhos, e os balneários entre Matinhos e Monções. Segundo a assessoria, os investimentos em todo o Paraná em 2012 chegaram a R$ 95 milhões. Para o verão, a aposta é no modem pré-pago da operadora.

A Claro informou que investe constantemente em qualidade e expansão da rede no Paraná. A operadora também afirma que "sempre reforça sua capacidade" para garantir a qualidade dos serviços durante o verão.

Estrutura

Cada estação de rádio tem cobertura num raio de 200 metros. Na costa oeste, são três pontos de acesso. Além faixa costeira, em algumas cidades também é possível acessar em locais de grande concentração de pessoas, como praças públicas.

11 mil veranistas se cadastraram para usar gratuitamente a internet nas praias do litoral paranaense no ano passado. O projeto faz parte da Operação Verão 2012/2013 do governo estadual.

Manutenção

Os pontos de acesso da Copel estão passando por ajustes, mas devem funcionar normalmente a partir de amanhã.

A tecnologia de acesso à internet evoluiu a cada ano e hoje não é difícil encontrar usuários da web mesmo nas praias. Aparelhos como tablets e smarthphones fazem parte da bagagem dos veranistas. O que não significa, porém, que navegar pela internet durante o verão seja tarefa fácil.

Ester Santos, proprietária de uma lan house no centro de Matinhos há sete anos, conta que sempre teve problemas com a internet. "Cai muito. Sempre às 18 horas começam os problemas", diz.

Segundo ela, muitos turistas procuram o estabelecimento pelas dificuldades de conexão na internet sem fio, disponível em hotéis, por exemplo. Na lan house, no entanto, são surpreendidos por outra conexão, também lenta. "Eu já aviso quando os clientes chegam. Senão eles ficam incomodados e pedem o dinheiro de volta", conta a empresária.

O vendedor maringaense Renato Locatelli e outros dois colegas trouxeram tablet, smartphone e notebook para Matinhos, mas o sinal wi-fi que utilizam na casa da praia não tem ajudado. "No litoral, uso a internet mais para pagar contas no site do banco e atualizar redes sociais", conta Locatelli.

A fisioterapeuta curitibana Tatiana Capitelli fica conectada pelo smartphone até na beira do mar. Usuária principalmente de e-mails pessoais e Facebook, Tatiana ainda não teve problemas com o acesso pela operadora. A dificuldade parece estar mesmo nos sistemas de wi-fi disponíveis nas praias.

Desde o dia 20 de dezembro, a Copel tem disponibilizado sinal de internet sem fio aos veranistas, que funcionará até o fim do carnaval. Oito balneários do litoral e duas praias da Costa Oeste do estado receberam pontos de acesso (veja infográfico). Atualmente, todos os pontos passam por manutenção, mas devem voltar à normalidade até amanhã de manhã.

Segundo o diretor de Geração e transmissão de Energia e Telecomunicações da Copel, Jaime de Oliveira Kuhn, a iniciativa deve ganhar corpo nos próximos anos. "Faz parte do programa piloto da Copel para testar equipamentos, qualidade e nível de sinal para, a partir daí, desenvolver redes mais robustas", diz.

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