| Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
| Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Com os estoques da vacina contra a gripe H1N1 se esgotando na cidade, os pacientes enfrentam grandes filas para conseguir a dose em Curitiba. No laboratório Paciornik, no Centro da capital, a fila para a imunização era grande e a espera passava de uma hora na tarde desta sexta-feira (15), por volta das 17h30.

A gerente administrativa Ana Carolina Romero saiu do trabalho para levar o filho Anthony, de 2 anos, para tomar a vacina. A indicação foi do médico, já que Anthony tem problemas respiratórios, o que preocupa a mãe. Desde o começo da semana a gerente busca um laboratório para imunizar o filho. Depois de quatro tentativas, ela encontrou a dose e uma grande fila de espera. “Ele fica mais propenso, o medo é muito grande. Prefiro enfrentar a fila e prevenir”, disse.

Uma professora, que preferiu não se identificar, disse que o medo do H1N1 é constante, já que ela fica em sala de aula constantemente. “São mais de 30 crianças em cinco turmas, o risco de contaminação é muito maior”, comentou. A professora ainda reclamou da falta da vacina na rede pública. “Por que não adiantaram a vacinação? Em São Paulo, eles já começaram. Por que nós temos que pagar R$ 130 do nosso bolso?”, criticou.

Vacinas esgotadas

A vacinação gratuita para os grupos de risco começa oficialmente no dia 25 de abril no Paraná. As primeiras doses já foram encomendadas ao Ministério da Saúde pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa).

Nos laboratórios particulares, quase não há mais doses da vacina. O laboratório Frishmann Aisengart, que tem três centro de vacinação em Curitiba, esgotou o estoque de 25 mil doses na última quarta-feira (13). No centro de Vacinas do Hospital Pequeno Príncipe também não há doses disponíveis. A reportagem tentou contato com o laboratório Paciornik para saber quantas doses da vacina ainda estão disponíveis, mas não obteve resposta.

Casos

O Paraná confirmou mais nove casos de pacientes com gripe H1N1, passando de 60 para 69. O número diz respeito aos pacientes que passaram por uma das 50 unidades de sentinela no estado, onde se faz a verificação dos tipos de vírus que estão circulando no Paraná. Os casos de gripe não são de notificação obrigatória - apenas os casos graves. Em todo estado, 22 pessoas foram internadas por conta de agravos provocados pela gripe H1N1.

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