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Frame do vídeo que viralizou na internet; ao lado, Herta Breslauer após registrar boletim de ocorrência
Frame do vídeo que viralizou na internet; ao lado, Herta Breslauer após registrar boletim de ocorrência| Foto: Reprodução internet

A comerciante Herta Breslauer teve sua loja em Arraial d'Ajuda (Bahia) vandalizada por uma mulher que bradava ataques antissemitas durante o ato. O vídeo com as cenas da agressão viralizaram na internet e foram compartilhados por diversas personalidades da política e do entretenimento.

Segundo Herta, que é judia, a agressora entrou em seu estabelecimento e começou a destruir suas mercadorias, justificando o ataque com xingamentos de cunho antissemita. Um homem aparece no vídeo tentando conter a mulher enquanto Herta filma a cena e se defende das ofensas.

A Delegacia Territorial de Arraial d'Ajuda assumiu a investigação do caso após a comerciante registrar um boletim de ocorrência. No inquérito policial, serão apurados os crimes de racismo, ameaça, dano e lesão corporal. A agressora ainda não havia sido localizada até a noite de sábado (3). No vídeo, é possível ouvi-la se dirigir a Herta Breslauer com a frase: "Assassina, assassina de crianças, sionista, maldita sionista, eu vou te pegar!"

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Sociedade Israelita da Bahia soltaram uma nota conjunta condenando o ato. "A Conib e a Sociedade Israelita da Bahia denunciam a repugnante agressão contra uma comerciante judia em Arraial d'Ajuda, na Bahia, pelo simples fato de ela ser judia. Uma agressão covarde, antissemita, que deve ser investigada como crime de ódio e seguir o seu devido processo legal. A Conib vem pedindo moderação e equilíbrio às nossas lideranças para não importarmos o trágico conflito em curso no Oriente Médio. O antissemitismo deve ser condenado por todos, e sua explosão nos últimos meses aqui no Brasil e no mundo é consequência de visões odiosas e distorcidas sobre Israel e judeus manifestadas por personalidades e distribuídas pelas redes sociais. Isso precisa acabar para evitarmos consequências ainda mais graves."

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