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O comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto Bührer Moreira, garante que o estudante André Santos das Neves, 21 anos, envolveu-se em confronto com policiais da Rotam na madrugada em que foi morto, na última quinta-feira. "Pode ter certeza que o embate ocorreu. Inclusive, o rapaz foi levado com vida para o hospital", assegura o oficial.

Sobre as marcas de sangue nos cômodos e a marca de uma pegada na porta, que indicaria que o local foi arrombado, o coronel afirma que a perícia vai indicar se os policiais invadiram a casa do rapaz. "Tudo será apurado pelo IPM (Inquérito Policial Militar). Além disso, temos duas equipes da polícia reservada, uma do 12º e outra do 13º Batalhão, investigando o caso", assegura o coronel Bührer. Por lei, a Polícia Militar tem 60 dias para concluir e encaminhar o IPM à Justiça.

Tráfico

O coronel ainda levanta outra suspeita. A de que André estivesse envolvido com o tráfico de drogas. "Tudo está sendo averiguado. A equipe da segunda seção (P2) da polícia está levantando essas informações, ouvindo testemunhas e recolhendo possíveis provas para que não haja nenhuma dúvida", relata o comandante.

Mesmo afirmando que é o IPM que mostrará o que realmente houve na ação, inicialmente, Bührer diz não acreditar que os policiais tenham cometido abuso. "Até que provem o contrário, não posso acreditar que esses policiais são matadores. E é difícil de acreditar que os policiais tenham em suas viaturas uma escopeta e uma metralhadora para incriminar as pessoas. Vale ressaltar que a Rotam têm treinamento intenso, todos os dias", enfatiza o comandante.

Sobre as acusações de que policiais militares costumam agredir e extorquir os moradores da Vila Torres, o comandante do 12.º Batalhão afirma desconhecer esses casos. "Até hoje, nada disso chegou a mim. Entretanto, a população pode ficar tranqüila: a Polícia Militar não poupa esforços para apurar condutas irregulares dos policiais", enfatiza.

Aos cidadãos que se sintam abusados por membros da Polícia Militar, o comandante do 12º Batalhão orienta que façam denúncia pessoalmente no quartel-general da corporação ou nos batalhões, bem como pela Ouvidoria-Geral do Estado — (41) 3883-4000 e 0800-41-1113. Do contrário, comenta Bührer, não há como a Polícia Militar averiguar se a conduta dos policiais está errada.

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