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O corpo da menina Penélope Barbosa Correia, de 5 anos, será sepultado no Cemitério Vale da Paz, em Goiânia, nesta sexta-feira (13). O corpo do pai dela, Kleber Barbosa da Silva ainda está no Instituto de Medicina Legal (IML) de Goiânia. Os dois morreram após Kleber roubar uma aeronave, fazer rasantes pela capital goiana e cair no estacionamento de um shopping, nesta quinta-feira (12).

Segundo informações do IML, os documentos para a liberação do corpo de Silva já foram providenciados por familiares da vítima, mas ainda não foram retirados do instituto.

Segundo a polícia, Silva, que morava em Aparecida de Goiânia, forçou a filha, de 5 anos, e a mulher, Érika Mota, a entrarem no carro e seguiu com elas para Luziânia (GO), na tarde da quinta-feira. Na rodovia BR-060, o casal discutiu, ele usou um extintor de incêndio para agredir a mulher e a jogou no acostamento.

Silva foi até um aeroclube e roubou uma aeronave. O diretor do aeroclube, João Abreu, disse que Silva enganou o piloto afirmando que queria fazer um voo panorâmico com a filha. Ele teria apontado uma arma para o piloto e o obrigou a deixar a aeronave. Pouco tempo depois ocorreu o acidente.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que ele não tinha autorização para pilotar uma aeronave.

Investigação

A polícia de Goiânia investiga o carro usado por Silva para chegar até o aeroclube de Luziânia (GO), na tarde desta quinta-feira. Segundo a delegada Ana Elisa Gomes, ele é suspeito de ter usado o mesmo carro para abordar uma adolescente de 13 anos, na segunda-feira (9), em Aparecida de Goiânia (GO). Mais tarde, a adolescente teria sido violentada.

A vítima procurou a delegacia em Aparecida, ainda na segunda-feira. De acordo com o depoimento, Silva teria abordado a menina logo depois que ela saiu da escola e a obrigou a entrar no carro.

Segundo a delegada, apesar de muito abalada, a vítima conseguiu descrever o suspeito e o veículo. Ela também conseguiu recordar os números finais da placa do carro. Cruzando as informações, a polícia chegou a Silva. A adolescente reconheceu o suspeito através de fotos cadastradas no sistema da polícia.

Na tarde da quinta-feira, a delegada Ana Elisa pediu a prisão temporária de Silva. A polícia chegou a procurar pelo suspeito em dois endereços que supostamente seriam da família dele, mas não conseguiu encontra-lo.

"Eu só soube que o suspeito que eu procurava era a mesma pessoa que havia derrubado o avião no shopping depois de conversar com outros delegados que investigavam o caso", afirma a delegada. "Eles confirmaram que o carro usado era o mesmo que procurávamos." O carro foi deixado no aeroclube e deve ser levado até a delegacia.

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