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Manifestação do Movimento do Passe Livre começou na Boca Maldita, no centro de Curitiba, com poucas pessoas | Antonio More/Agência de Notícias Gazeta do Povo
Manifestação do Movimento do Passe Livre começou na Boca Maldita, no centro de Curitiba, com poucas pessoas| Foto: Antonio More/Agência de Notícias Gazeta do Povo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Curitiba, que investiga irregularidades no sistema de transporte público, ouviu nesta quinta-feira (22) dois diretores financeiros da Urbanização de Curitiba (Urbs), que administra o sistema.

Pela manhã, foi ouvido o ex-diretor administrativo e financeiro da empresa, Edmundo Rodrigues da Veiga Neto. À tarde, os vereadores colheram o depoimento de Wilhelm Meiners, que ocupa o cargo atualmente. Os questionamentos aos dois giraram em torno da licitação do sistema, da operacionalização dos pagamentos para as empresas e retenção de impostos, além de informações sobre contratos, como o de bilhetagem eletrônica.

Veiga Neto explicou que, embora fosse diretor da Urbs desde 2007, não participou do processo de licitação. A sua diretoria apenas informou a dotação orçamentária para embasar o edital, que foi formulado por uma comissão montada especificamente para isso.

Durante a tarde, Meiners detalhou alguns itens do orçamento da empresa, como receitas e despesas. Para este ano, a Urbs espera obter uma receita de R$ 102,6 milhões, sendo que grande parte – cerca de 35% - vem da taxa de administração cobrada na tarifa dos usuários do sistema de transporte coletivo.

Em relação ao contrato de bilhetagem eletrônica, Meiners esclareceu que a Urbs contratou o Instituto Curitiba Informática (ICI) para desenvolver o software, que, por sua vez, subcontratou a Dataprom. O contrato acaba no fim do mês e a administração ainda não decidiu se irá firmar um novo contrato com a o ICI ou se abrirá um procedimento licitatório para manutenção do sistema.Confronto

Enquanto transcorria a sessão da CPI à tarde, uma tentativa de invasão da Câmara Municipal de Curitiba por integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) terminou em confronto com agentes da Guarda Municipal. A sessão da comissão, que transcorreu com tranquilidade ao longo de todo o dia, nem era o alvo dos manifestantes. Eles queriam protestar contra um seminário que discute novas formas de financiamento do transporte coletivo, que contará com a presença do prefeito Gustavo Fruet (PDT), mas só ocorrerá nesta sexta-feira (23).

Na confusão, três manifestantes entraram no saguão da Câmara e tentaram se acorrentar a uma catraca. A Guarda Municipal foi acionada e expulsou o trio. Quando chegaram à área externa, os demais manifestantes entraram em conflito com os agentes. O resultado foi um guarda ferido e cinco pessoas detidas, sendo três adolescentes.

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