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Habitação

Criada na ditadura, vila de militares faz 45 anos

  • PorMaria Gizele da Silva, da sucursal
  • [30/03/2012] [21:09]
Bairro conserva poucas das características originais | Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Bairro conserva poucas das características originais| Foto: Josué Teixeira/ Gazeta do Povo

População

"Nós gostamos do nome 31 de Março", diz morador

Apesar de o nome da vila lembrar o Golpe Militar, os moradores pouco se importam com o significado. Há três anos, um movimento cobrou a mudança do nome para 15 de Março, que marca a redemocratização. O morador Manoel Silva defende a manutenção do nome: "O governo militar foi muito bom, não tinha bandidagem, só não concordo com o extermínio feito pelos militares". "Nós gostamos do nome 31 de Março e não tem nada a ver com política", diz o presidente da associação de moradores Onadir da Cruz. Para comemorar o aniversário, o bairro irá promover um desfile estudantil. (MGS)

No aniversário de três anos do Golpe Militar que instituiu a ditadura no Brasil, era criado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, o núcleo habitacional 31 de Março. Hoje, o núcleo completa 45 anos. Num tempo em que as políticas públicas habitacionais ainda não estavam consolidadas, o núcleo foi construído para atender, preferencialmente, os militares e seus parentes. Os moradores fizeram contratos de 25 anos, com isenções garantidas pelo governo.

Das características originais do bairro, pouco restou. As casas construídas em três tamanhos diferentes, com valores diversos conforme a metragem, foram modificadas pelos proprietários. Em alguns casos, aproveitou-se apenas o terreno.

"Era casa de pobre com conforto de rico", resume o aposentado Manoel Pedro Pereira da Silva, 67 anos, que mora no núcleo desde 1970. As casas tinham ligação de água e esgoto, o que não era comum na época. A historiadora Isolde Maria Waldmann conta que a infraestrutura oferecida no núcleo atraía os moradores. "A vila tinha capela funerária, um centro social, um minimercado municipal e escola", diz. Os incentivos levaram muitas pessoas a comprar as residências. A dona de casa Maria Vanjura Gehrke, 73 anos, veio de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais, e comprou a casa de número 2. "Eu estou aqui praticamente desde o começo", diz ela.

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