Policiais civis com o apoio do Corpo de Bombeiros resgataram um menino de 7 anos que estava sozinho em um apartamento no 11º andar de um prédio no Leme, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele foi retirado por uma escada magirus por volta da 1 hora desta segunda-feira (8), depois que policiais militares foram acionados por vizinhos, que escutaram a criança gritando da janela.

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Pai de criança mora na Holanda

O conselheiro tutelar Evânio de Paula, que atendeu o menino resgatado pela polícia nesta madrugada no 11º andar de um prédio no Leme, na zona sul do Rio, disse que a criança está na Central Taiguara, que fica em Del Castilho, na zona norte. Evânio disse que vai tentar contato com a família da criança e que o caso será encaminhado, ainda nesta manhã, para o Juízado da I Vara da Infância e Juventude, que deverá determinar o local onde o menino será encaminhado. Segundo o conselheiro, o pai da criança mora na Holanda e ainda não foi contatado.

De acordo com a delegada Thaiane Moraes, que participou do resgate do menino, a mãe seria uma garota de programa e, por isso, deixava o filho em casa durante as madrugadas. A delegada informou que já fez várias diligências e que a mãe da criança ainda não foi encontrada.

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“Decidimos não arrombar a porta para não assustar ainda mais a criança. Por isso, pedimos ajuda ao Corpo de Bombeiros, para que o resgate fosse feito de forma mais lúdica. Eles usaram então uma escada magirus para pegar o menino, que adorou a aventura. Ele disse que ia contar para todo mundo no colégio”, disse a delegada.

Após ser resgatado, a criança ficou na delegacia até as 3 horas, antes de ser levado por conselheiros tutelares para um abrigo. Um dos policiais que estava de plantão contou que o menino estava com bastante fome, mas rejeitou uma sopa oferecida porque não gostava de legumes.

Ainda de acordo com a delegada, há dois anos, na mesma delegacia, foi registrado uma ocorrência semelhante contra a mãe da criança, que pedia para que o filho não chamasse a polícia quando ela saísse de casa. O pedido de prisão preventiva, segundo a delegada, já foi pedido á Justiça.

“Quando chegamos lá, ele perguntava assustado se nós eramos da polícia. Primeiro respondemos que não, para não deixá-lo assustado. Agora, estamos em busca desta mulher”, disse Thaiane.