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Folia

Curitiba quer acabar com a má fama do carnaval

Com mais dinheiro – 20% a mais que no ano passado – e tempo maior de preparação, escolas de samba prometem caprichar no desfile

  • Euclides Lucas Garcia
Ensaio da escola Acadêmicos da Realeza: desfile deste ano faz homenagem aos 100 anos do Coritiba. |
Ensaio da escola Acadêmicos da Realeza: desfile deste ano faz homenagem aos 100 anos do Coritiba.
 
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Em 2009, Curitiba terá o melhor carnaval que a cidade já viu. Ao menos é o que prometem os diretores das escolas de samba da capital. Como a festa vem sendo organizada desde o segundo semestre do ano passado, a prefeitura, por meio da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), conseguiu liberar o dinheiro para as agremiações em dezembro – quase dois meses antes do normal.

O município irá investir neste ano R$ 420 mil na festa – cerca de 20% a mais que em 2008 –, em uma tentativa de incrementar o bastante criticado carnaval curitibano. Cada escola do grupo especial recebeu R$ 25 mil, enquanto as agremiações da divisão de acesso ganharam R$ 18 mil cada uma.

Com mais dinheiro e um tempo maior de preparação, as escolas garantem que poderão se estruturar melhor para encantar quem for à avenida. Os organizadores da festa também rebatem qualquer informação de que o carnaval curitibano seja fraco e parado. Segundo eles, esse é um “boato” criado por pessoas que descem para o Litoral e nunca assistiram ao evento de perto.

O tradicional desfile na Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, será realizado no dia 21 de fevereiro. Os blocos Derrepent, Rancho das Flores e Afoxé abrirão a avenida para a entrada das escolas do grupo de acesso: Os Internautas, Unidos do Bairro Alto e Unidos de Pinhais. Em seguida, passam as agremiações do grupo especial: Leões da Mocidade, Embaixadores da Alegria e Acadêmicos da Realeza. A expectativa da FCC é superar o público de 2008, que foi de 15 mil pessoas. Para isso, as arquibancadas, que começam a ser montadas na primeira semana de fevereiro, ganharão um número de lugares três vezes maior. Este ano, a Fundação ainda trouxe para Curitiba a carnavalesca Maria Augusta, que contou alguns dos segredos do carnaval carioca às escolas da capital e à comissão julgadora do desfile.

Futebol

Para garantir o bicampeonato, a Acadêmicos da Realeza vai lançar mão de uma fórmula brasileira conhecida mundialmente. Unindo carnaval e futebol, a escola levará para a avenida a história dos 100 anos do Coritiba. O presidente da escola, Paulo Roberto Scheunemann, conta que foi preciso driblar a resistência de torcedores de outros times antes de fechar o tema de 2009. Para contornar o problema, duas alas – uma do Atlético e outra do Paraná – farão parte da festa. A do Atlético, inclusive, foi a primeira ala da escola a ser totalmente preenchida. “Um time não vive sem o outro e, portanto, também faz parte da história do rival”, afirma Scheunemann.

Já a Embaixadores da Alegria, segunda colocada no ano passado, tentará retomar a sequência de quatro títulos seguidos de 2004 a 2007. A história do beijo marcará o enredo da escola, que pretende homenagear o travesti Gilda, personagem folclórico da Rua XV de Novembro. Homossexual assumido, ele pedia dinheiro aos pedestres que passavam pelo calçadão. Quem se recusasse a lhe dar um trocado, era presenteado com um beijo. “A Gilda era um figura do ‘eu posso e eu quero’, numa época em que não se podia nada”, afirma a presidente da escola, Suzi D’Ávila.

A caçula das agremiações do grupo especial é a Leões da Mocidade. Vencedora da divisão de acesso em 2008, a escola fará a sua estréia na elite do carnaval de Curitiba. Na avenida, o público irá assistir à história de vida dos nordestinos. Com um enredo simples e de letra fácil, o vice-presidente da escola, Carlos Sérgio Condessa, garante que todos vão cantar o samba junto com os componentes.

Fora do padrão

Para quem traz na cabeça a imagem do Rei Momo gordo e desajeitado, o carnaval de Curitiba reserva uma surpresa. Pesando 86 quilos e medindo 1,80 metro, Mauro Lúcio Silva, conhecido por Tibúrcio, venceu a eleição de 2009 e deu início à dinastia dos reis momos magrinhos. Animador de palco do programa Domingão do Faustão, ele confessa que se surpreendeu por vencer o concurso. “Sempre achei que o personagem tinha de ser gordo, mas, como me disseram que era só ter samba no pé, eu resolvi participar”, conta.

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