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Leis específicas

No dia 15 de setembro, começou a vigorar em Curitiba uma lei municipal que proíbe o uso de telefones celulares dentro dos bancos. De acordo com a legislação, os clientes são obrigados a desligar os aparelhos assim que entram nas agências. Se a pessoa tentar utilizar o celular, poderá ter o telefone retido por funcionários do banco. Neste caso, o aparelho é devolvido na saída.

Desde junho de 2008, a capital tem uma lei que determina que os bancos coloquem biombos, separando os clientes que estão nas filas dos que estão sendo atendidos. O objetivo é evitar que assaltantes se infiltrem nas agências, se passando por clientes, e observem o movimento nos caixas.

Na terça-feira (19) a Câmara deve votar um novo projeto, que prevê monitoramento por câmeras de segurança nas áreas externas de agências bancárias e instituições. Pelo projeto – de autoria do vereador Dirceu Moreira (PSL) –, as agências deverão manter monitoramento nas entradas e saídas, estacionamentos e passagens obrigatórias utilizadas pelos usuários dos serviços. As imagens deverão ser gravadas com resolução suficiente para a identificação de pessoas e guardadas por no mínimo seis meses.

Um empresário de 60 anos levou dois tiros na cabeça, durante um assalto a uma loja de armarinhos, na tarde desta segunda-feira (18), no bairro Cristo Rei, em Curitiba. Norton Schubert Sampaio é marido da proprietária do estabelecimento e foi à loja depois de ter sacado dinheiro em um banco. Por isso, a polícia acredita que os passos da vítima tenham sido monitorados pelos bandidos desde o interior da agência, na chamada "saidinha de banco".

De acordo um funcionário da vítima, que preferiu não se identificar, no início da tarde, Sampaio tinha ido a uma agência do banco Itaú, no bairro Tarumã, onde retirou o dinheiro de sua aposentadoria – aproximadamente R$ 4 mil. Em seguida, o empresário teria seguido direto para a loja da mulher, onde ocorreu o crime.

Testemunhas informaram que dois homens chegaram em uma moto e entraram no estabelecimento, anunciando o assalto. Sampaio teria levado três coronhadas na cabeça e, quando já estava caído no chão, um dos bandidos disparou duas vezes contra a cabeça da vítima. Uma das balas atingiu o empresário de raspão. O outro projétil ficou alojado na cabeça dele. A mulher dele, que também estava no estabelecimento, não sofreu agressões.

Os assaltantes fugiram na moto – cuja placa estava encoberta por um pano vermelho – levando o dinheiro. A Polícia Militar (PM) informou que fez buscas no bairro, mas não encontrou os suspeitos. "Pela maneira como o crime ocorreu, todos os indícios apontam que os assaltantes seguiram o empresário desde que ele estava dentro do banco", disse o superintendente da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), Hélcio Piasseta. Na loja, foram encontradas cápsulas de pistola calibre 380.

Socorro

Assim que ouviram os disparos, funcionários de lojas vizinhas ao estabelecimento onde o crime ocorreu acionaram a polícia. Policiais da DFR foram os primeiros a chegar ao local, quando a vítima ainda não havia sido socorrida. "O empresário estava consciente e tentava se levantar e ficar em pé. Mesmo baleado, ele lutava pela vida. É um homem muito forte", contou Piasseta.

Diante da gravidade dos ferimentos, os próprios policiais levaram a vítima ao Hospital Cajuru, onde Sampaio foi socorrido. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a equipe médica optou por submetê-lo a uma cirurgia, que demorou aproximadamente 12 horas. Após o procedimento, o paciente foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O estado de saúde de Sampaio era considerado grave na manhã desta terça-feira. O empresário estava em coma induzido, respirava com a ajuda de aparelhos e corria risco de morrer, segundo informou a assessoria de imprensa do hospital, por volta das 10 horas desta terça-feira.

Segurança nos bancos

De acordo com o chefe de investigações da DFR, Fioravante Perrucho, a agência onde Sampaio sacou o dinheiro não conta com sistema interno de câmeras de segurança. A delegacia também informou que a unidade bancária não cumpre a lei municipal que determina que biombos sejam instalados nas agências, para evitar que quem está na fila acompanhe a movimentação dos clientes que são atendidos nos guichês. A Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria de imprensa do Itau, mas, até as 18h45, não havia obtido retorno.

"Esses dispositivos contribuem para ampliar a segurança dos usuários dos bancos, porque impedem o contato visual com quem está esperando pelo atendimento", avalia o delegado Vinícius Martins, da DFR.

Ele ressalta que os clientes de agências bancárias podem tomar alguns cuidados para evitar que crimes como este aconteçam. Uma das orientações é estar atento a toda a movimentação na fila, notando se está sendo monitorado por alguém. Outra recomendação é não ir sozinho às agências.

Para o delegado, o mais importante é que os usuários evitem sacar valores altos nas agências. "Hoje, temos diversas opções para transferir dinheiro. Só se deve sacar na boca do caixa, em último caso", disse.

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