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Universidade

Dividida, UFPR mantém greve

Professores decidem continuar com a paralisação, que completa hoje 113 dias. Votação foi apertada

  • PorDenise Drechsel e Anna Simas
  • 05/09/2012 21:05
Decisão da assembleia suspendeu a reunião que trataria hoje de um calendário de volta às aulas | Antônio More/Gazeta do Povo
Decisão da assembleia suspendeu a reunião que trataria hoje de um calendário de volta às aulas| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

Tecnológica

UTFPR retoma parcialmente as aulas na próxima semana

Adriana Czelusniak

As aulas devem ser retomadas na próxima segunda-feira em quatro câmpus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Londrina, Cornélio Procópio, Apucarana e Medianeira –, segundo os professores que participaram das assembleias nesta semana. Os outros oito câmpus aguardam o resultado das assembleias de professores, com exceção do câmpus de Campo Mourão, que na última terça-feira definiu que não retoma as aulas na semana que vem. Em Curitiba a assembleia acontece na tarde de hoje.

Caso as aulas sejam realmente retomadas na próxima segunda, o calendário deve ser normalizado até o fim de 2014, segundo avaliação de Maurício Alves Mendes, pró-reitor da Graduação e Educação Profissional da UTFPR. Com o fim da paralisação dos professores cabe ao Conselho de Graduação definir a retomada do calendário completo de 2012.

"Será discutida a retomada das chamadas do Sisu, que estão paradas, o período de matrícula para o segundo semestre e para o primeiro período de 2013. Não devemos ter aulas domingos ou feriados, mas isso será definido pelo conselho", diz Maurício. É provável que os estudantes voltem às aulas em fevereiro de 2013, período que normalmente é usado pelos professores para o planejamento de aulas.

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Os professores da Uni­ver­sidade Federal do Paraná (UFPR) decidiram ontem man­ter a greve iniciada há 113 dias. A assembleia aconteceu no Centro Politécnico. Com a deliberação, foi suspensa a reunião do Conselho Universitário que iria decidir hoje sobre a reformulação do calendário prevendo uma possível volta às aulas.

A assembleia dos docentes foi tensa e tumultuada. Houve uma primeira votação, anulada após o pedido de recontagem de votos por alguns docentes, na qual a opção pela continuidade da greve venceu por 228 a 226. No segundo pleito, 238 presentes votaram a favor da paralisação e 225, contra. Terminada a votação, os descontentes esvaziaram a assembleia e não quiseram discutir os outros pontos da pauta.

Apesar de o Sindicato Nacional dos Docentes (Andes) ter indicado a votação de uma possível suspensão unificada da greve, o tema nem entrou em discussão. "A possibilidade de suspensão não foi debatida porque a assembleia não quis", disse Luís Allan Künzle, presidente da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr).

Na semana passada, o reitor Zaki Akel Sobrinho tinha afirmado que, se as aulas voltassem em setembro, o calendário se estenderia até o fim de março de 2013. Agora, com a permanência da paralisação, não há previsão de um novo calendário.

Polêmica

A divisão da categoria sobre a greve ficou evidente no debate realizado antes da votação. Os docentes divergem principalmente sobre a proposta de reformulação do plano de carreira apresentado pelo Andes e a participação dos aposentados nas discussões. "A proposta do sindicato não favorece a pesquisa nas universidades e, em alguns aspectos, a oferta do governo é melhor", afirmou a professora Maria Isabel Limongi, do Departamento de Filosofia.

O professor José Ri­cardo Vargas de Faria, do De­par­tamento de Transportes, discorda. "A proposta do Andes não deixa de exigir que os professores tenham titulação para subir de nível. O problema é que hoje os professores têm de transpor barreiras para progredir na carreira, mesmo tendo a titulação prevista para cada degrau", disse.

Para o professor Paulo Vieira Neto, também de Filo­sofia, o movimento grevista enfraqueceu por ser representado por vários sindicatos. "O Proifes, ao assinar a proposta do governo, inviabilizou a negociação por três anos. O Andes, por outro lado, erra ao permanecer em greve por muito tempo. Uma greve grande é fraca e ruim, o que desmoraliza a categoria", disse.

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