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Doze mil motoristas e cobradores de Curitiba e Região Metropolitana ficarão, a partir desta semana, impossibilitados de realizar qualquer tipo de exame médico. A denúncia é do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc). A entidade informa que os trabalhadores possuem direito a mais de mil exames pelo Fundo de Assistência Médica do Trabalhador e que todos os familiares dos funcionários têm direito à sua utilização gratuita.

O Sindimoc alega que segundo a 14ª cláusula da Convenção Coletiva, as empresas devem repassar, mensalmente, ao Fundo de Assistência Médica R$ 48,30 por empregado.

"Entre janeiro e dezembro (do ano passado), as empresas do transporte coletivo repassaram para esse fundo menos de 20% do valor acordado na Convenção. Somando-se a outras dívidas anteriores o montante em atraso chega próximo aos R$ 2 milhões. Na semana passada, foram cortadas as consultas com especialistas", denuncia o sindicato, via nota oficial.

Segundo o sindicato das Empresas e de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), a grande dificuldade é a falta de repasses dos governos estadual e municipal. "Isso faz com que falte recursos", afirma o sindicato patronal, por meio da assessoria de imprensa.

O sistema de saúde dos motoristas e cobradores realiza 7,2 mil atendimentos e 1,6 mil exames por mês, de trabalhadores e dependentes, em média, considerando o período de 2011 a 2014. Ao todo, neste período, foram 346,6 mil atendimentos e 76,8 mil exames.

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