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Doze policiais militares de Minas Gerais foram indiciados por participar do assassinato de dois homens no dia 19 de fevereiro no conjunto de favelas Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte (MG).

Segundo os policiais, as vítimas estariam com um grupo de cerca de 20 pessoas, parte delas fardada, que abriu fogo contra uma guarnição. Testemunhas afirmam que a versão é falsa e que as vítimas não tinham envolvimento com crimes. O inquérito concluído na terça-feira (15) será encaminhado à Justiça Militar nesta quarta.

Entre os três PMs que estavam na viatura do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) que abordou as vítimas, um foi indiciado homicídio e falsidade ideológica, outro por homicídio e outro por prevaricação. Outros nove policiais que chegaram ao local após o fato foram indiciados por prevaricação.

Histórico

Após a morte das duas vítimas no dia 19 de fevereiro, os moradores do Aglomerado da Serra fizeram um protesto, queimando veículos e atirando pedras contra a polícia, que tentava ocupar pontos estratégicos da favela.

No dia 22 de fevereiro, quatro policiais envolvidos nas mortes foram presos preventivamente. No dia 25, um deles foi achado morto em sua cela no 1º Batalhão da PM, na capital mineira.

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