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Das 26 unidades prisionais paranaenses, apenas duas são femininas – a Penitenciária Feminina de Piraquara e o Centro de Regime Semiaberto Feminino. Com a intenção de diminuir o déficit de vagas no estado, a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Seju) planeja construir, ainda sem data definida, dois novos presídios femininos no interior: em Londrina e Foz do Iguaçu. As construções não devem sair a curto prazo, pois ainda estão na etapa de projetos. "O terreno em Foz está disponível. Em Londrina, ainda não definimos", informa o coordenador-geral do Departamento Penitenciário do Paraná, Cezinando Paredes.

Com isso, devem ser abertas entre 300 e 500 novas vagas no estado, praticamente dobrando a capacidade atual. Os novos presídios correspondem a um ajuste atrasado da Secretaria à nova realidade brasileira. E a Seju admite isso. "Sem dúvida nenhuma que existe necessidade de novos presídios. Antigamente, porém, sobravam vagas nas penitenciárias para mulheres", diz Cezinando.

Uma das vantagens dos novos presídios é a descentralização das unidades femininas, assim como ocorreu com os homens.

O outro fator beneficia as próprias presas. "Nas penitenciárias, 90% delas trabalham, estudam ou fazem cursos profissionalizantes. Temos também, como é exigido, creche na Penitenciária Feminina, que atende uma média de 45 crianças até seis anos", diz. Com isso, muitas presidiárias poderiam deixar as delegacias. (VB)

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