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Duas jovens de 17 e 20 anos foram detidas em Ilhéus (BA), nesta quarta-feira (27), com o recém-nascido que havia sido levado dos braços da avó, que é deficiente visual, de dentro do hospital. As mulheres são primas e moram em casas vizinhas. O crime ocorreu na tarde de domingo (24).

A delegada Magda Sueli Figueiredo disse ao G1 que a Polícia Militar recebeu uma denúncia sobre a existência da criança em uma residência e comunicou à Polícia Civil.

"Inicialmente, a mulher de 20 anos negou o seqüestro e disse que o filho era dela. Ficou constatado que ela também tinha adulterado a declaração de nascido-vivo do bebê. Então, ela foi levada ao hospital, onde foi reconhecida pela verdadeira mãe da criança. Quando dissemos que ela faria exame para verificar se tinha tido neném, ela confessou a autoria e contou onde estava a adolescente que também participou do seqüestro", disse Magda.

Ainda de acordo com a delegada, a mulher disse que perdeu um bebê em agosto e teria sido incentivada pela adolescente a pegar uma criança. "Acreditamos que a mulher pretendia criar o menino como filho. Ela estava sozinha em casa, com o bebê, não sabemos ainda se ela tem algum companheiro", afirmou Magda.

A mulher foi autuada em flagrante e ficará presa. A adolescente permanecerá na delegacia em Ilhéus enquanto aguarda transferência para uma instituição adequada para menores em Salvador.

Festa

O bebê passa bem e já foi entregue para a mãe, que tem 16 anos. A tia da criança Tamires Correia da Silva contou ao G1 que completou 18 anos nesta quarta-feira e vai fazer uma grande festa para comemorar o aniversário e o retorno do sobrinho.

"Fiz 18 anos hoje e esse é o presente que Deus me deu. Eu não poderia ganhar nada melhor. Vamos festejar bastante", afirmou.

Segundo Tamires, a família vive no povoado de Serra Grande e diariamente viajava cerca de 40 minutos até Ilhéus, onde ficava na delegacia à espera de notícias durante o dia todo. À noite, a família retornava para a vila.

"Foram três dias sem notícia nenhuma, mas agora o bebê já voltou para nossa família, graças a Deus. A mulher cuidou bem da criança. Passamos muita aflição e agora estamos felizes, aliviados", disse Tamires.

De acordo com Tamires, a família já procurou um advogado e pretende processar o hospital.

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