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Ataques

Em cinco dias de ataques, SC registra 58 ações criminosas

O número de municípios atingidos pelos ataques subiu para 13: Florianópolis, São José, Palhoça, Tijucas, Itajaí, Navegantes, Blumenau, Gaspar, Balneário Camboriú, Itapema, Taió, Criciúma e Tubarão

O estado de Santa Catarina enfrentou mais uma madrugada violenta nesta sexta-feira (16). É o quinto dia de ataques criminosos, principalmente contra ônibus do transporte coletivo e bases policiais. Desde segunda-feira, a Polícia Militar registrou 58 ocorrências relacionadas a atentados. Até agora, 46 pessoas foram detidas.

O número de municípios atingidos pelos ataques subiu para 13: Florianópolis, São José, Palhoça, Tijucas, Itajaí, Navegantes, Blumenau, Gaspar, Balneário Camboriú, Itapema, Taió, Criciúma e Tubarão.

Na noite desta sexta foram registradas três mortes de pessoas, que trocaram tiros com policiais. Um deles morreu no início da noite em Itapema (70 km de Florianópolis) depois de ser atingido em um confronto com a polícia durante a tarde. Ele havia tentado atear fogo em um ônibus.

Segundo a PM, o Serviço de Inteligência da Polícia Civil obteve uma informação que dois homens fariam um ataque em Tijucas (55 km de Florianópolis) contra policiais para se vingar da morte do criminoso. Uma barreira foi montada e dois homens em um carro furaram a blitz. Eles trocaram tiros com os policiais e foram mortos.

Por volta das 22h40, outros dois morreram ao enfrentar policiais durante uma barreira montada pela PM no Jardim Progresso, na cidade de Tijucas. Segundo a polícia, a dupla estaria se encaminhando para Itapema para vingar a morte do comparsa morto pela polícia em Itapema.

Ônibus incendiados

Um dos ataques foi em Itapema. Criminosos atearam fogo em um ônibus de turismo que estava estacionado em frente à casa alugada por moradores de Cianorte (PR) que passavam o feriado na cidade.Já em Florianópolis, o ataque ocorreu no bairro Saco dos Limões, onde em noites anteriores um coletivo já havia sido queimado e a delegacia de polícia havia sofrido dois ataques.

O atentado contra o coletivo da Transol foi por volta das 22h. Logo depois, a empresa de transporte recolheu os ônibus, que voltavam para a garagem acompanhados por carros da polícia ou em comboios.A empresa opera principalmente na região central da capital. Terminais de ônibus ficaram vazios e muitos passageiros tiveram que fazer os trajetos a pé.O estudante francês Victor Beedz (22), que faz intercâmbio em Florianópolis, ficou surpreso com a onda de ataques. "Não imaginava isso aqui."Sem ônibus ele e os amigos tiveram que andar cerca de três quilômetros para chegar a uma festa.

O outro ataque ocorreu meia hora depois em São José (Grande Florianópolis). Criminosos renderam o vigia da empresa de transporte coletivo Santa Terezinha, jogaram um coquetel molotov em um ônibus que estava na garagem e atearam fogo. Outros dois ônibus foram parcialmente queimados.

Em entrevista à rádio CBN Diário, José Vieira, um dos sócios da empresa Santa Terezinha , disse que o prejuízo passa de R$ 500 mil. "Não tem seguro total, é muito caro", afirma.

Durante a madrugada, uma fábrica de cordas foi incendiada em Navegantes (111 km de Florianópolis). A polícia suspeita que tenha sido um ataque criminoso.

Entre a tarde desta quinta-feira (15) e às 2h de hoje pelo menos 16 pessoas haviam sido detidas, conforme dados da Polícia Militar. Além de armas, foram apreendidos também coquetéis molotov que seriam utilizados em novos ataques.Somente durante a noite mais quatro veículos foram queimados. O primeiro, da viação Insular, foi incendiado por volta das 20h, na rua Custódio Firmino Vieira, no bairro de Saco dos Limões.

Aproximadamente uma hora e meia mais tarde bandidos atearam fogo em outros três coletivos, sendo que um ficou totalmente destruído e os outros dois foram queimados parcialmente.A ação ocorreu no pátio da empresa Santa Terezinha, sendo que dois veículos estavam dentro da garagem e o outro estacionado em frente. Segundo a PM, ninguém ficou ferido em nenhum dos ataques.

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