Mauro Ricardo Machado Costa, secretário de Estado da Fazenda, foi alvo de críticas por não liberar orçamento para a educação.| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

Na manhã desta terça-feira(8), funcionários públicos do Paraná realizaram uma manifestação em frente à Secretaria da Fazenda do Paraná (Sefa). Organizado pela APP-Sindicato - que representa os professores estaduais - e pelo Fórum de Entidades Sindicais do Paraná, o ato teve como principais reivindicações o pagamento de benefícios em atraso e a garantia do reajuste salarial por parte do governo do estado.

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O professor Hermes Leão da Silva, presidente da APP-Sindicato, diz que a categoria também quer evitar a situação encarada por 29 mil professores temporários – contratados via Processo Seletivo Simplificado (PSS) – em 2015, em que o valor referente a rescisão dos contratos de 2014 foram atrasados. “Estamos solicitando a prorrogação dos contratos temporários no mínimo até fevereiro de 2016, período em que algumas instituições de ensino programaram para concluir o ano letivo de 2015”, diz.

Segundo a APP-Sindicato, em 2015 o governo deixou de investir R$ 600 milhões na educação em relação ao ano de 2014. Para Hermes Leão, esse valor seria o suficiente para garantir o pagamento dos benefícios atrasados. “O estado está com uma dívida de 101 milhões de reais com a educação e não queremos começar o próximo ano na mesma situação que vivenciamos em abril de 2015”, diz o presidente.

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Professores a alunos paranaenses reforçam a luta das escolas públicas de São Paulo

Durante o ato, alguns educadores citaram as ocupações das escolas públicas de São Paulo e manifestaram solidariedade aos professores e estudantes paulistanos. Em uma nota divulgada pela APP- Sindicato, os alunos e educadores paranaenses foram convidados a divulgar fotografias e vídeos com as hashtags #sefecharagenteocupa #nãofecheminhaescola e #escolalivre.

Uma das reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste) é a nomeação de 119 agentes universitários que aprovados em um concurso estadual realizado em 2013. Segundo a servidora Gracy Bourscheid, presidente do sindicato, a demanda de funcionários nas instituições de ensino é de aproximadamente 1,5 mil pessoas. “A situação é mais complicada no Hospital Universitário da Unioeste, no qual temos uma média de um enfermeiro para atender 20 leitos”, diz Gracy.

Já o sindicato dos servidores públicos da saúde (SindiSaúde), presente na manifestação, reivindicam reajustes nos benefícios de alimentação e transporte e a realização de concursos públicos. O sindicato do judiciário (SindiJus) e dos agentes penitenciários (Sindarspen) também participaram da mobilização. Às 14 horas, as lideranças da APP-Sindicato têm uma reunião marcada com a Secretaria da Administração e Previdência para apresentar as demandas dos funcionários públicos e verificar se o estado vai cumprir com os pagamentos da data-base previstos para janeiro de 2015.

Procurada pela reportagem, a Secretaria da Fazenda disse que não comentaria a manifestação nem as reivindicações dos servidores.

Celso Nascimento, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringa - Sinteemar.
Servidores públicos da saúde reivindicam concurso público estadual.
O governador Beto Richa (PSDB) foi alvo de críticas por descumprir acordos realizados com os educadores estaduais.
Para Hermes Silva Leão, presidente da APP-Sindicato, é necessário garantir a permanência dos professores temporários (PSS).
Estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) também participaram da manifestação.
O reajuste salarial dos funcionários públicos é uma das principais pautas da manifestação.

Colaborou: Larissa Mayra

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