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Transporte público

Empresas não atendem 80% das metas de qualidade; Urbs quer reaver R$ 3,8 mi

Apenas um dos cinco itens que medem a eficiência do sistema em Curitiba e região foi atendido. Mesmo assim, empresas receberam o bônus pelo cumprimento dos indicadores

  • PorFernanda Trisotto
  • [02/07/2013] [21:04]
Ônibus quebrado provoca congestionamento de coletivos no Centro de Curitiba: índice de falhas é um dos itens avaliados | André Rodrigues/Gazeta do Povo
Ônibus quebrado provoca congestionamento de coletivos no Centro de Curitiba: índice de falhas é um dos itens avaliados| Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

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Alternativa

Prefeitura estuda faixas exclusivas de ônibus em horários de pico

Aumentar a qualidade do sistema de ônibus também implica em melhorar a mobilidade na cidade de maneira geral. Para isso, a Urbs estuda a implantação de ações de curto prazo, com foco na exploração multimodal. Uma das propostas que está com projetos de análise adiantados é a implantação de faixas exclusivas para ônibus em determinados horários, sistema conhecido como BRS. Essa solução garantiria a velocidade adequada ao transporte coletivo. "As pessoas pedem mais ônibus, mas em muitos casos o que acontece é o ‘comboiamento’ por causa do trânsito pesado", explica Roberto Gregório da Silva Junior, presidente da Urbs. Outra proposta é a maior integração entre terminais do transporte e bicicletas. As ciclovias seriam um suporte multimodal. Com isso, a expectativa é de que o uso de carros seja diminuído, o que colabora para melhorar a mobilidade urbana.

Fragilidade

Satisfação dos usuários é medida pelas queixas feitas à central 156

Um dos indicadores de qualidade do sistema, que incide sobre a remuneração das empresas, é a satisfação dos usuários. Atualmente, o retorno dos milhares de passageiros que usam ônibus é registrado por ligações feitas ao número 156, tipo de ouvidoria da prefeitura de Curitiba. A aferição da satisfação por esse meio é questionável, porque não há como mensurar quantas pessoas efetivamente registram algum tipo de insatisfação.

O assunto chegou a ser debatido na Comissão de Análise de Tarifa. "Mais importante que aumentar a transparência é refazer a discussão dos indicadores, avaliar se eles são adequados ou não", defende o economista do Dieese Sandro Silva, que participou das reuniões da comissão. A conclusão do grupo foi de que esse indicador, especificamente, era tão importante quanto frágil.

A Urbs estuda a realização de uma pesquisa de satisfação do usuário, que deve contar com a participação de universidades e entidades do setor de mobilidade.

Além disso, a implantação de novos aplicativos para transporte coletivo, como o Google Transit e o Moovit, que estará disponível em breve, prometem melhorar esse canal de comunicação com o usuário. O segundo aplicativo, por exemplo, permite que o passageiro registre suas impressões sobre o sistema em tempo real.

Câmara aprova em 1.º turno o fim da dupla função

Willian Kayser, da Gazeta Maringá

Os vereadores de Maringá (Noroeste do estado) aprovaram ontem, por unanimidade, o fim da dupla função exercida pelos motoristas da Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC). O projeto de lei foi aprovado em regime de urgência, ainda em primeira discussão, e tem como objetivo acabar com a cobrança de passagens por motoristas, a exemplo do que já ocorreu em Curitiba.

Para o autor do projeto, vereador Carlos Mariucci (PT), o fim da dupla função tende a dar mais segurança aos passageiros e ao trânsito maringaense. "Vários acidentes têm acontecido porque o motorista tem que dirigir, cobrar e cuidar dos passageiros." O projeto ainda recomenda que a TCCC venda passes do transporte coletivo e cartões em vários pontos, como postos, farmácias e bancas de jornais.

Para o administrador executivo da TCCC, Roberto Jacomelli, não existe dupla função dentro da empresa. "O motorista exerce o serviço dele e temos acordado a possibilidade dele receber apenas o pagamento em dinheiro. Ele também pode cobrar passagem, assim como fazem os motoristas dos ônibus rodoviários no transporte metropolitano", argumenta.

Quatro dos cinco indicadores de qualidade do transporte público de Curitiba e região metropolitana não têm sido cumpridos conforme determina o contrato de concessão do serviço, em vigor desde outubro de 2010. A revelação foi feita pela própria Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), operadora da Rede Integrada de Transporte (RIT), que agora pretende receber de volta R$ 3,8 milhões pagos indevidamente às empresas de ônibus apenas no período de janeiro a maio deste ano. Esse valor pode ser ainda maior, já que a Urbs também vai cobrar o acumulado das metas descumpridas em anos anteriores.

INFOGRÁFICO: Veja como funciona a avaliação das empresas de ônibus

O contrato prevê que as empresas sejam remuneradas com 97% do valor arrecadado mensalmente com a quantidade de passageiros transportados. Os 3% restantes são uma bonificação pelo cumprimento das metas, que avaliam cinco pontos: satisfação dos usuários, cumprimento de horários, falhas mecânicas, infrações de trânsito e selos de vistoria. Porém, desde o início da concessão, as empresas nunca haviam sido notificadas sobre o desempenho nesses índices, embora o levantamento mensal fosse feito na Urbs.

O primeiro ano foi considerado um período de adaptação ao novo contrato e as empresas receberam a remuneração integral pelo serviço prestado, independentemente de estarem cumprindo todos os indicadores. Já entre outubro de 2011 e dezembro de 2012 as metas deveriam ser cobradas e descontadas em caso de descumprimento. "O contrato de concessão prevê um bônus para quem cumpre os indicadores. O que ocorria é que esse bônus era automaticamente repassado. Agora, só terá bônus quem oferecer qualidade", explica o presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Júnior.

Obras paradas

O novo posicionamento da Urbs ocorre num momento em que é cobrada mais transparência do sistema, que também passa por uma situação delicada. As contas do sistema continuam no vermelho, a arrecadação não cobre os custos e as próprias empresas reclamam que têm dificuldades para operar.

O presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região (Setransp), Dante Gulin, afirma que é muito difícil manter um padrão de qualidade aceitável por causa das obras na cidade. "Curitiba hoje é um canteiro de obras paradas. Veja como estão as canaletas, os corredores laterais. Hoje eu tenho ônibus quebrando sanfonas por causa dos buracos nessas vias", argumenta. Para Gulin, os indicadores só serão atingidos quando houver uma melhora na fluidez do tráfego da capital.

Mas o cumprimento dos indicadores de qualidade não pode ser algo maquiado, opina o professor Eduardo Ratton, do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná. "A atual gestão tem que se preocupar com isso", afirma.

Pontualidade é o item melhor avaliado

Em 2013, apenas a meta de cumprimento de horário foi atendida por 100% das empresas. Curiosamente, o atraso de ônibus é uma reclamação constante de usuários. Isso ocorre pela complexidade da mensuração desse item. A pontualidade tem 28 variáveis que são analisadas e a punição só é aplicada caso pelo menos quatro delas não sejam cumpridas. Já outro indicador que apresentou pouco problemas foi a liberação do selo de vistoria concedido nas garagens das próprias empresas.

Somente duas empresas, entre três consórcios que operam a rede urbana de Curitiba e 12 empresas da rede metropolitana, cumpriram todos os indicadores de qualidade nos cinco primeiros meses deste ano: a Expresso Azul e Nobel, que operam linhas metropolitanas integradas. Todas as outras descumpriram ao menos um item em um dos meses analisados, mas podem recorrer da aplicação da sanção. As metas foram estipuladas no contrato, com base na média histórica de cada item.

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