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No ano passado o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) criou uma nova forma de ingresso nas universidades federais de todo o país. A mudança faz parte de um pacote de alterações proposto pelo Ministério da Educação (MEC), que instituiu o chamado novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Sisu foi criado para tentar democratizar o acesso ao ensino superior porque permite que o candidato utilize a nota do Enem para ingressar nos cursos de graduação, acabando com o temido vestibular. Mas nem todas as universidades aderiram à ideia e uma série de problemas colocou o sistema em xeque. O Sisu é considerado melhor que o processo seletivo tradicional, no entanto está longe de ser o ideal.

Para este ano foram ofertadas 47 mil vagas no Brasil, mas ainda não há o cálculo de quantas foram efetivamente preenchidas. O objetivo do MEC é transformar o Enem no único meio de ingresso no ensino superior brasileiro.

O Brasil é um dos únicos países do mundo com um processo seletivo único. Por isso o vestibular é tão criticado. Avaliar o candidato com apenas uma prova não abrange a amplitude da aprendizagem. Há fatores subjetivos – como o nervosismo na hora das respostas – que não são levados em conta e podem deixar os bons alunos de fora. Além disso, há pouco espaço para questões contextualizadas e não raro as provas ficam somente na famosa decoreba.

Prova roubada

O imprevisto do furto das provas do Enem, porém, atrapalhou os planos do governo federal. O exame foi atrasado e, quando o Sisu foi habilitado, os candidatos tinham muitas reclamações. Na primeira semana o sistema ficou congestionado, deixando o site fora do ar e o nervo dos candidatos à flor da pele. Para resolver a questão, as regras foram mudadas ainda no período de inscrições: o critério de desempate passou a ser a nota obtida na prova da redação e não a ordem de inscrição.

Outra reclamação é sobre o processo em si. O Sisu teve três etapas (ou chamadas) e os candidatos poderiam mudar de curso quantas vezes quisessem, mesmo que já tivessem feito a matrícula. Assim, um candidato com bom desempenho que se matriculou em Medicina na primeira etapa, por exemplo, poderia cancelar a matrícula e mudar para Arquitetura. Só que a vaga do primeiro curso ficou obsoleta e os demais candidatos que esperavam a segunda fase perderam a vaga. A confusão gerou uma sobra gigantesca de vagas e fez com que algumas universidades tivessem de fazer seis chamadas, além das três feitas pelo MEC. Isso resultou no atraso para o início das aulas. (PC)

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