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DOIS MESES

De acordo com os empregados da escola de idiomas, eles estão sem receber os salários há dois meses. Eles devem entrar com uma ação na Justiça do Trabalho contra a atitude do empregador.

O advogado da escola de inglês que fechou repentinamente no bairro Novo Mundo, em Curitiba, informou que a instituição passava por dificuldades financeiras. Segundo os funcionários da empresa, nem os empregados e nem os alunos foram avisados previamente do fechamento. De acordo com o advogado da escola, que pediu para não ser identificado, que o encerramento das atividades ocorreu por causa de uma ação de despejo e em virtude de problemas de caixa enfrentados pelos proprietários.

Em nota enviada por e-mail, o advogado da escola, que era franqueada da Wise Up, uma ação de despejo que tramita na 19.ª Vara Cível de Curitiba motivou o fechamento repentino do estabelecimento. Além disso, as dívidas acumuladas chegam a R$ 500 mil e abrangem a instituição de ensino e os sócios da escola, o que, segundo o advogado, levou à "completa lapidação de seus patrimônios pessoais – estando hoje com dificuldades de subsistência". A empresa agora deve entrar com processo de autofalência.

Ainda segundo a nota, a Wise Up, dona da franquia, não teria dado assistência ou consultoria aos franqueados, mesmo que, segundo o advogado, estivesse a par das dificuldades enfrentadas pela escola. Sobre as dívidas trabalhistas, o advogado informou que isso é prioridade e que deverá ser "habilitado junto ao processo falimentar". Sobre os alunos, ele confirmou que eles foram repassados à Wise Up para que sejam remanejados para outras sedes.

Anteontem, a Wise Up havia informado à Gazeta do Povo que tinha conhecimento de falhas cometidas pelos responsáveis pela escola do Novo Mundo. Ontem, a reportagem voltou a entrar em contato com a empresa, mas o responsável pelo setor de franquias não foi localizado. Em comunicado, a Wise Up informou que a unidade do Novo Mundo foi fechada "por seu representante legal sem a prévia comunicação ou autorização da franqueadora".

Fechamento

Os funcionários e alunos da escola foram surpreendidos na terça-feira, quando, pela manhã, chegavam para as aulas e encontraram o local com as fechaduras trocadas. Com isso, ninguém pôde entrar. Vizinhos teriam informado que, durante a noite anterior, o proprietário teria removido os móveis e fechado o local.

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