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Seguindo um caminho adotado por vários estados há alguns anos, o governo do Paraná vai criar em breve a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. A iniciativa ainda depende do aval da Casa Civil e de análises financeiras, mas a expectativa é que ela seja aprovada nas próximas semanas.

A divisão irá assumir e ampliar os trabalhos feitos atualmente pela Delegacia de Homicídios de Curitiba, e ainda prestará auxílio aos municípios do interior na investigação de crimes mais complexos.

O projeto também pretende agilizar o ritmo dos inquéritos policiais e aumentar a taxa de resolução de homicídios, problemas crônicos apontados pela série de reportagens Crime sem Castigo, que a Gazeta do Povo publicou no início de agosto.

O projeto foi apresentado pela atual delegada de Homicídios de Curitiba, Maritza Haisi, ao delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Riad Braga Farhat. Ela disse que os detalhes só serão definidos após análise do Executivo, mas que a intenção é implantar a divisão dentro de poucas semanas. "Como benefício teremos uma melhor organização administrativa, economia de trabalho, mais estrutura para investigar os crimes, além da qualificação de servidores", declarou.

Exemplos

Em todas as capitais do Sul e do Sudeste já há uma divisão ou estrutura semelhante para a investigação de homicídios, assim como no Distrito Federal, Pernambuco, Ceará e Pará, entre outros estados. "Temos divisões especializadas em outras áreas, mas nunca houve uma para cuidar do bem maior de todos, que é a vida", opina Ana Moro, diretora do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Paraná (Sipol).

Com uma divisão, explica Ana, os investigadores poderão se especializar e atuar de maneira regionalizada. "Acompanhamos as reportagens da Gazeta do Povo e vimos que a resolução dos crimes é muito baixa. Agora, com a criação da divisão, estamos bem otimistas."

A série Crime sem Castigo mostrou que dos 5,8 mil homicídios ocorridos em Curitiba na última década, 77% estão sem solução. A análise das investigações de mil mortes ocorridas entre 2010 e 2013 revelou ainda que a polícia levava em média três meses após o crime para ouvir testemunhas e instaurar inquérito.

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