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Maringá

Estiagem de mais de 40 dias faz número de consultas disparar nos postos de saúde

Na UPA Zona Norte, crescimento já é de 40% entre julho e agosto. Segundo a Secretaria da Saúde, crianças e idosos são os que mais sofrem com o tempo seco

Maringá está há 44 dias sem chuva, de acordo com o Instituto Tecnológico Simepar. Neste período, o número de consultas no postos de saúde do Município cresceram 9,1%, impulsionados, especialmente, por problemas respiratórios, uma consequência do tempo seco. Foram 28.445 consultas em julho, de acordo com o dado mais recente da Auditoria da Secretaria Municipal de Saúde, contra 26.052 do levantamento anterior, de abril.

Algumas unidades registraram aumento ainda maior em agosto. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte, o número de casos atendidos diariamente já cresceu 40% em agosto em relação a julho, de acordo com a diretora da unidade Gilda Melo. Dos 400 atendimentos realizados todos os dias atualmente na unidade, cerca de 160 são ligados a doenças respiratórias.

No Núcleo Integrado de Saúde da Tuiuti (NIS II) o movimento diário já cresceu 20% em agosto, em comparação com julho. De acordo com a diretora da unidade, Ana Carolina Santana da Silva, na última semana foram cerca de 250 atendimentos por dia.

De acordo com o meteorologista do Simepar Paulo Barbieri, a última chuva significativa no Município foi em 7 de julho, quando choveu 16,8 milímetros. Com a falta de chuva desde então, a umidade relativa do ar se manteve próxima aos 30%, bem abaixo dos 70% considerados ideais pelo instituto. Ainda de acordo com o meteorologista, a baixa umidade deve se manter nos próximos dias.

Umidificação artificial ajuda no combate de doenças respiratórias

De acordo com o secretário de Saúde, Antonio Carlos Nardi, crianças e idosos são os que mais sofrem com os problemas respiratórios causados pelo tempo seco. "Para amenizar esse problema, a orientação é utilizar a umidificação artificial", orienta.

"Eles são mais sensíveis às alterações climáticas. Além disso, nesta época de estiagem, mesmo quem não tem problemas respiratórios pode sofrer com doenças pulmonares como tosse e alergias", explica o médico pneumologista Sérgio Grava.

Para evitar esses problemas, o pneumologista afirma que é preciso beber muito líquido e umidificar o ar, seja com aparelhos industriais ou com toalhas molhadas e bacias de água espalhadas pela casa. "Mesmo assim, é fundamental ventilar bem os ambientes para evitar a umidificação excessiva, que também é prejudicial."

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