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Sexualidade feminina

EUA testam droga que aumenta a libido

Flibanserina poderá ser recomendada para a falta de desejo sexual, mal que atinge 38% das mulheres

  • PorCecília Valenza, enviada especial
  • 17/06/2010 21:10
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Viagra terá genérico até o fim do mês

Até o fim deste mês já deverá estar disponível nas farmácias brasileiras o genérico do Viagra. Na última segunda-feira, o laboratório EMS, que tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricar o produto, vai começar a produção. Antes do dia 20 deste mês, no entanto, não será possível, já que o laboratório Pfizer detém a patente do produto até essa data. A lei de Propriedade Industrial de 1996 não permite que se comece a fabricar enquanto a exclusividade estiver em vigor. O genérico irá custará no mínimo 35% mais barato que o original. Esse, por sua vez, já teve o preço reduzido em 50% há dez dias pela Pfizer, uma medida motivada pela entrada de novos concorrentes no mercado. Hoje, o preço médio de cada comprimido do Viagra é de R$ 15. O genérico, portanto, deve ficar na faixa dos R$ 10.

São Paulo - Metade das mulheres brasileiras (50,9%) apresenta alguma dificuldade sexual ao longo da vida. Mesmo assim, poucas procuram ajuda. Apesar de comuns, as disfunções sexuais femininas sempre foram vistas como complexas e difíceis de tratar, por serem frequentemente relacionadas a causas psíquicas. Atualmente, o tratamento mais indicado é a terapia comportamental cognitiva, que pode demorar até um ano para apreserntar resultados. A novidade é que uma nova droga que vem sendo testada nos Estados Unidos poderá ser indicada para aumentar a libido feminina.

Se para os homens a dificuldade de ereção ou a ejaculação precoce são os problemas mais comuns, entre as mulheres a principal queixa é o baixo desejo sexual. Estima-se que 38% delas sofrem com o problema. Embora para 96% das mulheres o sexo seja considerado fun­­damental para a harmonia do ca­­sal, apenas 5,4% afirmam ter procurado tratamento. Estima-se que 1 em cada 10 mulheres sofra de desejo sexual hipoativo (DSH), quando um desequilíbrio nos neurotransmissores cerebrais leva a uma redução da excitação.

Com a terapia comportamental cognitiva, são necessárias cerca de 40 sessões e até um ano para que seja notada alguma melhora. A esperança é que o Food and Drugs Administration (FDA) – órgão norte-americano que regula alimentos e medicamentos – aprove a droga em estudo pela farmacêutica Boehringer Ingelheim. O FDA realiza uma reunião hoje, nos Estados Unidos, para avaliar os estudos do novo medicamento, que promete equilibrar os neurotransmissores. A reposta deverá sair em alguns meses.

A flibanserina seria o primeiro medicamento não hormonal administrado oralmente, uma vez ao dia, para mulheres em idade reprodutiva. Os testes iniciais verificavam a ação do remédio para depressão, mas durante os estudos as pacientes relataram aumento da libido. "Não vamos deixar de olhar a saúde dessa mulher como um todo e abrir mão da psicoterapia, mas o remédio surge como uma alternativa mais rápida", diz a psiquiatra Carmita Abdo, do Hospital das Clínicas da USP.

Resposta sexual

A resposta sexual está relacionada a processos fisiológicos e psicossociais, ou seja, depende da ação de determinados hormônios e neurotransmissores, mas também tem influência cognitiva. O mecanismo de resposta sexual feminino pode ser dividido em quatro fases: desejo (pensamentos e fantasias que despertam a vontade de fazer sexo), excitação (sinais fisiológicos que preparam o corpo para a relação), orgasmo (liberação da tensão sexual ) e resolução (retorno do corpo à condição inicial). Como muitas mulheres têm o desejo sexual reduzido, as outras três fases acabam prejudicadas.

A jornalista participou do 1º Fórum de Sexualidade Feminina a convite da Boehringer Ingelheim.

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