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| Foto: Lineu Filho /Gazeta do Povo

Cerca de 54 mil metros quadrados de mata foram destruídos no fim de semana com a explosão da fábrica Explopar, no bairro Aterradinho, em Bocaiúva do Sul. Estima-se que oito toneladas de explosivos tenham sido detonadas no acidente na tarde de sábado (8). Segundo a Polícia Militar Ambiental, os danos envolveram uma área de preservação permanente de 19.175 metros quadrados e 34.825 metros quadros de mata considerada vegetação secundária. Essa última área atingida se encontrava em estágio médio de regeneração.

Prisão preventiva

A Justiça decretou nesta segunda-feira (10) a prisão preventiva do proprietário da fábrica Explopar, em Bocaiúva do Sul, Milton Lino da Silva. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz de Direito Paulo Antônio Fidalgo.

Por meio de nota, a Explopar se manifestou dizendo que a explosão foi um ato criminoso que recorrerá da decisão que manteve a prisão cautelar de seu proprietário. “A empresa reafirma que foi vítima de ato criminoso praticado por terceira pessoa e, independentemente da certeza de que a empresa e o Sr. Milton não cometeram nenhum crime, continuará no propósito de buscar mecanismos para reparar os danos sofridos por outras vítimas dos efeitos da explosão”, informa a empresa no comunicado.

Os dados sobre o impacto da explosão são de uma avaliação realizada pela Polícia Ambiental no domingo. Hoje, uma equipe se deslocou novamente ao local do acidente junto com engenheiros florestais do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Além da devastação da mata, foi constatado que o acidente provocou três crateras com cinco metros de profundidade e 10 metros de diâmetro cada uma na região. “O deslocamento de ar da explosão causou danos diretos e indiretos à floresta, porque pode ter atingido ainda animais e ninhos”, disse o tenente Marcos Paluch, da Polícia Ambiental. Conforme ele, além de responder criminalmente, os responsáveis terão que fazer a reparação integral dos danos.

Por enquanto, foram constatados os crimes ambientais de destruição de floresta de preservação permanente e de vegetação secundária, previstos nos artigos 38 e 38A, da Lei 9.605/1998. A pena prevista é de detenção de um a três anos ou multa.

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As avaliações ainda devem ser encaminhadas ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O órgão, conforme a assessoria de imprensa, está levantando a situação da licença ambiental da Explopar.

Remoção de explosivos

A Polícia Civil trabalhava nesta segunda-feira (10) para retirar cerca de 50 toneladas de explosivos restantes da fábrica da Explopar. Segundo o delegado responsável pelo caso, Mário Sérgio Bradock, o objetivo era levar a carga para um depósito na região. O dono da empresa, Milton Lino da Silva, segue preso por danos ao patrimônio público e privado, crime ambiental e lesão corporal. A polícia investiga se a explosão foi decorrente de ação criminosa.

O controle de segurança para empresas que fabricam, usam ou vendem artefatos explosivos é feito pelo Exército. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa para verificar regras a serem seguidas pelas fábricas no Brasil, mas não obteve retorno até as 18h45.

Desalojados

Segundo a Defesa Civil do Paraná, o número de desalojados em Bocaiúva do Sul baixou para 80. De 200 pessoas desalojadas no sábado, 120 conseguiram voltar para casa. Nove pessoas, sendo duas famílias, ainda permanecem desabrigadas. Elas foram encaminhadas para uma igreja da cidade. Ao todo, a explosão afetou no domingo 454 pessoas.

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