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Cigarros prontos para serem embalados | Divulgação/Assessoria PF
Cigarros prontos para serem embalados| Foto: Divulgação/Assessoria PF
  • Quadrilha escolheu uma propriedade rural de Sapopema para não chamar a atenção

A Polícia Federal (PF) fechou, na terça-feira (17), uma fábrica clandestina de cigarros no município de Sapopema, a 121 quilômetros de Londrina, Norte do Paraná. A estrutura, que funcionava em uma propriedade rural, chamou a atenção dos policiais. A fábrica tinha capacidade para produzir aproximadamente 1,2 milhão de maços de cigarros por dia. Os produtos eram uma falsificação de marcas paraguaias, conhecidas por imitarem marcas famosas, ou seja, uma falsificação da falsificação.

Segundo o delegado da PF, Elivs Secco, as investigações começaram no início deste ano depois de trocas de informações entre os setores de inteligência da Polícia Federal da Fronteira e do Norte. Durante as diligências, os policiais constataram uma grande movimentação de carretas em estradas rurais do município.

"Foi um serviço de extensa vigilância e acompanhamento, pois não sabíamos a localização exata da fábrica. Durante os dias de investigação, constatamos uma movimentação fora do comum de carretas na estrada rural que ia para a propriedade", disse.

Todo o material usado nas falsificações, como papéis, filtro e insumos, eram trazidos do Paraguai. A fábrica funcionava 24 horas por dia, em dois turnos de 12 horas. O que também chamou a atenção dos policiais foi o fato de os trabalhadores serem todos paraguaios, que possuíam experiência nas indústrias de cigarro.

No momento da ação, dez trabalhavam, sendo que seis conseguiram fugir. "Eles relataram que vinham com a promessa de trabalharem em uma fábrica legalizada. Perto da cidade, eram encapuzados e mantidos sob condições depreciativas", afirmou.

Para não chamar a atenção da Copel, pelo consumo excessivo de energia elétrica, os falsários possuíam um grande gerador de energia, a base de óleo diesel. Na propriedade rural, todos os espaços foram usados para a fabricação dos cigarros. "São equipamentos modernos e avaliados em alguns milhões de reais.

Para retirar toda a estrutura vamos precisar de três caminhões para levar os maquinários e mais oito carretas para os cigarros e insumos. Neste montante, podemos ver a capacidade de falsificação do local."

De acordo com o delegado, a falsificação no Brasil possibilitava o transporte mais "fácil" dos maços até grandes centros urbanos do país, como Rio de Janeiro e São Paulo, pois não precisariam atravessar o produto na fronteira.

A PF continuará a investigação para tentar identificar o dono da propriedade rural e quem seriam os donos da fábrica de cigarros. Os responsáveis responderão pelos crimes de falsificação, sonegação de impostos, crime ambiental e contra a organização do trabalho.

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