i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Sapopema

Fábrica que produzia 1,2 milhão de maços de cigarros falsificados por dia é fechada

A fábrica clandestina produzia cigarros de marcas paraguaias, conhecidas por imitarem marcas famosas, ou seja, uma falsificação do que já é falsificado

  • PorDaniel Costa
  • 18/04/2012 08:07
Cigarros prontos para serem embalados | Divulgação/Assessoria PF
Cigarros prontos para serem embalados| Foto: Divulgação/Assessoria PF
  • Quadrilha escolheu uma propriedade rural de Sapopema para não chamar a atenção

A Polícia Federal (PF) fechou, na terça-feira (17), uma fábrica clandestina de cigarros no município de Sapopema, a 121 quilômetros de Londrina, Norte do Paraná. A estrutura, que funcionava em uma propriedade rural, chamou a atenção dos policiais. A fábrica tinha capacidade para produzir aproximadamente 1,2 milhão de maços de cigarros por dia. Os produtos eram uma falsificação de marcas paraguaias, conhecidas por imitarem marcas famosas, ou seja, uma falsificação da falsificação.

Segundo o delegado da PF, Elivs Secco, as investigações começaram no início deste ano depois de trocas de informações entre os setores de inteligência da Polícia Federal da Fronteira e do Norte. Durante as diligências, os policiais constataram uma grande movimentação de carretas em estradas rurais do município.

"Foi um serviço de extensa vigilância e acompanhamento, pois não sabíamos a localização exata da fábrica. Durante os dias de investigação, constatamos uma movimentação fora do comum de carretas na estrada rural que ia para a propriedade", disse.

Todo o material usado nas falsificações, como papéis, filtro e insumos, eram trazidos do Paraguai. A fábrica funcionava 24 horas por dia, em dois turnos de 12 horas. O que também chamou a atenção dos policiais foi o fato de os trabalhadores serem todos paraguaios, que possuíam experiência nas indústrias de cigarro.

No momento da ação, dez trabalhavam, sendo que seis conseguiram fugir. "Eles relataram que vinham com a promessa de trabalharem em uma fábrica legalizada. Perto da cidade, eram encapuzados e mantidos sob condições depreciativas", afirmou.

Para não chamar a atenção da Copel, pelo consumo excessivo de energia elétrica, os falsários possuíam um grande gerador de energia, a base de óleo diesel. Na propriedade rural, todos os espaços foram usados para a fabricação dos cigarros. "São equipamentos modernos e avaliados em alguns milhões de reais.

Para retirar toda a estrutura vamos precisar de três caminhões para levar os maquinários e mais oito carretas para os cigarros e insumos. Neste montante, podemos ver a capacidade de falsificação do local."

De acordo com o delegado, a falsificação no Brasil possibilitava o transporte mais "fácil" dos maços até grandes centros urbanos do país, como Rio de Janeiro e São Paulo, pois não precisariam atravessar o produto na fronteira.

A PF continuará a investigação para tentar identificar o dono da propriedade rural e quem seriam os donos da fábrica de cigarros. Os responsáveis responderão pelos crimes de falsificação, sonegação de impostos, crime ambiental e contra a organização do trabalho.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.