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Assaltos e arrombamentos a bancos de Curitiba e RMC

10 de janeiro – Banco do Brasil (Colombo – Alto Maracanã)

16 de janeiro – Banco do Brasil e Bradesco (Tunas do Paraná)

25 de janeiro – Bradesco (Curitiba – Portão)

09 de fevereiro – HSBC (Curitiba – São Braz)

14 de fevereiro – Santander (Curitiba – Rua XV)

21 de fevereiro – Banco do Brasil (Curitiba – Rua Mateus Leme)

24 de fevereiro – Banco do Brasil (Campina Grande do Sul)

14 de março – Itaú Unibanco (Curitiba – Rua Mateus Leme)

20 de março – Santander (Curitiba – Batel)

22 de março – Santander (Curitiba – Fazendinha)

23 de março – HSBC (Curitiba - PAB na CCV Tarumã)

23 de março - Santander (Rio Negro)

25 de março - Santander (Curitiba - Rua Padre Anchieta)

03 de abril - Banco do Brasil (Curitiba - duas agências)

03 abril - Santander (Curitiba)

03 de abril - Santander (São José dos Pinhais - duas agências)

04 de abril - Banco do Brasil (Curitiba - Seminário)

Correspondente bancário:22 de março – Banco do Brasil (Curitiba – Rua Comendador Araújo)

*Fonte: Sindicato dos Bancários

Em apenas dois dias, seis agências bancárias de Curitiba e região metropolitana (RMC) foram alvos de quadrilhas especializadas. Somente na madrugada de domingo (3), ocorreram cinco casos, quando caixas eletrônicos de três agências foram arrombados e outros dois bancos foram alvo de tentativas desta modalidade de crime. Diante do aumento do número de assaltos e arrombamentos a agências bancárias, sindicato e polícia fizeram uma avaliação semelhante: a vulnerabilidade dos bancos está diretamente relacionada a falhas em procedimentos de segurança.

Um levantamento realizado pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região revela que, desde o início deste ano, foram 20 ações de quadrilhas (entre assaltos e arrombamentos) contra bancos da capital e região metropolitana. Para o delegado Rodrigo Brown de Oliveira, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), a maioria dos casos poderia ter sido evitada se os bancos adotassem alguns procedimentos de segurança, recomendados pela polícia.

"Os ladrões descobriram que o arrombamento a caixas eletrônicos é uma atividade menos arriscada e mais fácil que os assaltos, pela falta de dispositivos para inibir estes crimes. As quadrilhas estão agindo nas falhas de segurança das agências bancárias", avalia o delegado.

Para Brown de Oliveira, a instalação de sensores com alarme nos terminais eletrônicos bastaria para minimizar este tipo de furto. Outra medida apontada é o monitoramento por imagens, gerenciado por centrais de segurança. "Quando a central constatasse a ação, poderia acionar a polícia, que teria condições de chegar no local a tempo de prender os bandidos em flagrante", disse.

O diretor de organização da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (FTC-PR), Carlos Copi, aponta que muitas agências sequer implantaram mecanismos de segurança determinados por força de lei. "Todas as agências de dois bancos simplesmente ignoram a lei do biombo [que determina a instalação de anteparos entre os guichês de atendimento e os clientes que estão na fila]. Como a multa é branda, os bancos simplesmente não respeitam a lei", afirma.Procedimentos

Além da falta de recursos de segurança, Copi aponta que algumas falhas de procedimento tornam as agências ainda mais vulneráveis à ação dos bandidos. De acordo com a FTC-PR, os próprios bancários fazem a reposição e a coleta de dinheiro em caixas eletrônicos, sem qualquer supervisão de vigilantes do banco. No dia 14 de fevereiro, uma funcionária de uma agência do Santander, no Centro, foi rendida por bandidos quando retirava cheques e dinheiro depositados no setor de auto-atendimento. Os assaltantes roubaram R$ 26 mil.

Em outros três assaltos realizados neste ano, os bandidos passaram uma mala com armas pelo compartimento destinados a objetos que não passariam pelo detector de metais. Após passarem pela porta giratória, os assaltantes pegaram as armas e cometerem o roubo.

"A sorte é que ainda não aconteceu nenhuma morte nessas ações, mas pelo visto será preciso alguém morrer para chamar atenção dos bancos", questiona Copi.

Outro aspecto é a morosidade dos bancos em comunicar as ocorrências à polícia. Segundo a DFR, até o final da tarde desta segunda-feira (4), nenhum dos bancos assaltados no fim de semana havia ido à delegacia. "Sem o registro da ocorrência, não podemos iniciar as investigações. Quanto mais rápida for esta comunicação, maior a chance de os bandidos serem presos", explica o Brown de Oliveira.

Investimentos

Procurada pela Gazeta do Povo, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) se limitou a encaminhar uma nota, em que ressalta que "os bancos brasileiros investem pesadamente em mecanismos de segurança". De acordo com o texto, o aporte nesta área saltou de R$ 3,5 bilhões em 2003, para R$ 8 bilhões em 2010. A nota alega que os ataques ocorridos no Paraná "usaram força desproporcional" e que o problema é "uma questão de segurança pública".

Últimos casos

Por volta das 3 horas, assaltantes invadiram uma agência do Banco do Brasil, no bairro Cabral, e renderam um vigilante. Em seguida, os bandidos arrombaram caixas eletrônicos, usando maçaricos e outras ferramentas, e fugiram. Na mesma madrugada, um terminal eletrônico também do Banco do Brasil, no bairro Portão, foi arrombado. Por volta das 6 horas, bandidos tentaram furtar um caixa eletrônico de uma agência do Santander, no Centro Cívico, mas acabaram não cometendo o crime.

Também na madrugada de domingo, uma agência do Santander, em São José dos Pinhais, na região metropolitana, também teve caixas eletrônicos arrombados. Ladrões também tentaram furtar terminais de outra agência, mas o equipamento acabou se incendiando e os bandidos fugiram, sem concluir o furto.

Na manhã desta segunda-feira, três homens assaltaram uma agência do Banco do Brasil, no bairro Seminário, em Curitiba. Segundo informações do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), três homens – dois deles, armados – invadiram o setor de auto-atendimento. Um deles arrebentou uma porta que dá acesso ao anexo de onde é feito o abastecimento dos caixas, onde os assaltantes pegaram uma caixa e fugiram. Segundo a polícia, apenas títulos e documentos sem valor foram levados.

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