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A cidade e o cargo pretendidos dos professores estavam errados no sistema, o que gerou confusão entre os candidatos | Reprodução/Internet
A cidade e o cargo pretendidos dos professores estavam errados no sistema, o que gerou confusão entre os candidatos| Foto: Reprodução/Internet

Medidas

Validade do concurso pode ser questionada, diz especialista

A diretora executiva da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (ANPAC), Maria Thereza Sombra, orienta que os candidatos entrem com o recurso e, caso não sejam atendidos, tomem as providências legais cabíveis. "Quem se sentiu lesado pode chamar um advogado ou ainda ir ao Ministério Público", explica.

O professor de Direito Administrativo do Unicuritiba, Luiz Guilherme Muller Prado, concorda. Para ele, o ideal é resolver a situação administrativamente, nos meios oferecidos por quem organizou o concurso e, só caso seja necessário, partir para as vias judiciais. "Caso isso aconteça, é possível inclusive questionar a validade do exame. Se alguma irregularidade na correção for constatada, todo o concurso pode ser anulado", ressalta.

Mais problemas

Além dos erros na divulgação dos resultados, outros problemas afetaram os candidatos ao cargo de professor e pedagogo da rede estadual. Em maio, na PUCPR, foram realizadas as provas e quem não conseguiu entrar nas salas para fazê-las protestou. Segundo eles, o horário de fechamento dos portões não havia ficado claro no edital, e a polícia precisou ser chamada para conter os ânimos exaltados.

Quando verificou a nota da segunda fase do concurso público que prestou para concorrer a uma vaga como professora da rede estadual, na última segunda-feira, Gisele Nassar se assustou. "Fiz a prova para o cargo de Artes na cidade de Wenceslau Brás, mas, com meu nome, constava Física em Goioerê. Eu nem sei onde fica essa cidade", afirmou. Além disso, as notas da redação a surpreenderam, já que ficaram abaixo dos seis pontos necessários para que ela pudesse passar para a próxima fase. "Fiz um curso preparatório e sempre me dei bem em textos", comenta.

A professora Ana Paula Alves, inscrita para dar aulas de Geografia em Ponta Grossa, passou pelo mesmo problema. "Quando encontrei Biologia em Assis Chateaubriand, sabia que algo estava errado e entrei com recurso pedindo a alteração. Eles corrigiram a disciplina e a cidade, mas mantiveram as notas baixas", conta. Professora universitária com obras publicadas, ela contesta a avaliação da redação. "Um dos quesitos é a ‘adequação ao conteúdo’, e no sistema consta que não fiz isso. Acho que as redações nem foram corrigidas com atenção", suspeita.

Gisele e Ana Paula foram duas das afetadas por uma falha de importação de dados que fez com que os candidatos que concorriam às 13.771 vagas para professores e pedagogos recebessem resultados duvidosos. "Se eles cometeram um erro, quem garante que as notas das redações estão corretas?", questiona H.S., que prefere não se identificar. Por causa da incerteza, todos os candidatos com os quais a Gazeta do Povo conversou fizeram o mesmo pedido, o de poder ver o texto corrigido.

O Núcleo de Processos Seletivos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), responsável pela realização da prova, informou que o problema estava corrigido e que o prazo para a entrada de recursos foi estendido até as 23h59 do próximo sábado. Além disso, diferentemente do que estava previsto em edital, agora será possível reivindicar a correção completa da redação. Eles ressaltam, no entanto, que todos os candidatos puderam levar o rascunho do texto para casa e que, caso não o tenham alterado na transcrição para a versão definitiva, podem utilizá-lo para verificar suas notas. A Secretaria de Administração e Previdência, que contrata os professores para atuarem na Secretaria Estadual de Educação, disse que não houve erro na divulgação das notas, e que os recursos serão apreciados no prazo de 15 dias.

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