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Lei Seca

Falta de bafômetros restringe fiscalização

Com número reduzido de equipamentos e policiais, PM não consegue fazer blitze exclusivas no interior do estado para flagrar motoristas bêbados

Bafômetro e exame de sangue são as únicas provas válidas | Antônio Costa/Gazeta do Povo
Bafômetro e exame de sangue são as únicas provas válidas (Foto: Antônio Costa/Gazeta do Povo)

Foz do Iguaçu - Com bafômetros em falta e impunidade de sobra, a Lei Seca não consegue barrar motoristas embriagados no perímetro urbano. Res­pon­sável pela fiscalização de trânsito, a Polícia Militar tem em algumas das maiores cidades do interior, como Foz do Iguaçu e Ponta Gros­sa, apenas um bafômetro em funcionamento. Há municípios sem os equipamentos e outros onde a corporação recorre aos aparelhos da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O resultado disso é haver nas maiores cidades do interior, em média, 20 notificações de motoristas alcoolizados ao mês, ou seja, menos de uma por dia.

Em cidades pequenas, como Itaipulândia (Oeste), não há aparelhos. Quando há ocorrências, a PM precisa acionar a polícia em São Miguel do Iguaçu ou Medianeira. Em Maringá, os bafômetros da PM estão em manutenção há mais de dois meses, o que faz a corporação usar o equipamen­to do posto da PRF, em Marialva. Para isso, é preciso deslocar o suspeito até o local. Os policiais de trânsito de Maringá alegam que a quantidade de bafômetros disponível não faz diferença pois o equipamento fica na sede da polícia por não ser adequado circular com ele na viatura para evitar danificá-lo.

O problema se agrava ainda mais porque, ao número reduzido de bafômetros, soma-se o déficit de efetivo. Por isso, a Polícia Militar não consegue fazer blitze exclusivas para monitorar motoristas embriagados. Em geral, os flagrantes são registrados em fiscalizações de trânsito ou quando ocorrem acidentes.

Em Foz do Iguaçu, a PM trabalha com apenas um bafômetro porque os demais estão em manutenção. O tenente responsável pelo Pelotão de Trânsito, Edson Dal Pozzo, diz que a falta do equipamento não é problema porque, se for preciso, pede-se a colaboração da Guarda Municipal e da PRF, que também têm bafômetros. A exemplo das demais cidades paranaenses, a maioria dos flagrantes de motoristas embriagados em Foz do Iguaçu é feita durante blitze de trânsito, a partir de uma suspeita. Com um efetivo de trânsito de 34 policiais, o maior dos últimos anos, a PM não consegue atender a todas as solicitações e fazer com frequência blitze exclusivas para autuar motoristas embriagados. "Sempre que possível no fim de semana fazemos operações no setor central da cidade e dividimos esforços com a operação Cavalo de Aço [que fiscaliza motos]", diz.

O tenente da PM Sheldon Vortolin explica que a manutenção dos bafômetros é feita uma vez por ano pelo Instituto de Pesos e Medidas. Para o tenente, o tempo em que o bafômetro fica em manutenção não compromete o trabalho da PM porque há cooperação entre as corporações. "É uma questão de logística facilmente resolvida", diz.

Segundo a PM, mesmo quando se recusam a fazer o teste de bafômetro, os condutores são notificados. O encaminhamento à delegacia depende do laudo do bafômetro por isso quem se recusa a fazer o teste não é encaminhado.

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