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Luíza da Cunha, filha de Clériston Pereira da Cunha, o Clezão, afirmou nesta quinta-feira (30) que a derrubada do veto ao PL da dosimetria é um alívio, mas nova regra é um “alívio”, mas destacou que a “luta pela anistia” continua.
Clezão morreu no dia 20 de novembro de 2023. Ele tinha 46 anos e faleceu após sofrer um mal súbito durante o banho de sol no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde estava preso desde os atos de 8 de janeiro.
Em entrevista logo após a sessão, Luíza afirmou que o projeto "não era aquilo que a gente desejava", pois os familiares dos presos defendem a anulação total dos processos.
Segundo ela, a aceitação da dosimetria ocorreu porque era a medida viável no momento.
"Essa dosimetria é meio que um acalento para os nossos. É como se fosse um remédio para dor de cabeça. Vai passar, mas a gente vai continuar lutando pela anistia", comparou.
Aprovado no final de 2025, o projeto foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 8 de janeiro deste ano.
A proposta reduz as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela suposta tentativa de golpe de Estado.
O veto foi derrubado nesta tarde pelos parlamentares, com exceção do trecho que poderia desfazer parte das regras da Lei Antifacção.
Luíza criticou a condução dos julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF), apontando que os processos foram julgados de forma "ideológica".
“Eles colocaram a ideologia acima da justiça. E tem gente que está sofrendo hoje. Eu sofro com a ausência do meu pai. É uma ausência eterna”, disse.
Ela garantiu que a derrubada do veto não encerra a mobilização das famílias dos presos. "A gente vai continuar lutando pela anistia e a gente vai clamar também pela anulação dos processos", destacou.









