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Fábrica destruída: paredes e teto não resistiram ao calor e caíram durante a noite de ontem. Houve pequenas explosões dentro do prédio, segundo os bombeiros | Daniel Derevecki/ Gazeta do Povo
Fábrica destruída: paredes e teto não resistiram ao calor e caíram durante a noite de ontem. Houve pequenas explosões dentro do prédio, segundo os bombeiros| Foto: Daniel Derevecki/ Gazeta do Povo

Um incêndio de grandes proporções destruiu totalmente uma empresa de tintas na Rua Paranavaí, no Jardim Atuba, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na noite de ontem. O incêndio começou por volta das 18h30 de domingo e mobilizou uma equipe de 25 bombeiros e seis caminhões da corporação, além de outras quatro viaturas de apoio; às 20 horas o fogo já estava sob controle, mas ainda era contínuo, e, de acordo com o major Gabriel Mocellin, do Corpo de Bombeiros, a equipe levaria toda a madrugada para apagar as chamas. "O material estocado lá dentro, como tinta e verniz, é derivado de petróleo, ou seja, tem grande poder de ignição. Logo, fica muito difícil controlar o fogo, pois ele se espalha muito rápido", explicou.

Até as 21 horas, o teto da fábrica e uma das paredes laterais já haviam desabado. Os fundos do local e a fachada do prédio ainda permaneciam em pé, mas o risco de desabamento era grandepor isso, os bombeiros trabalhavam apenas com uma plataforma mecânica que jogava água e espuma na fábrica através do buraco do teto. "Não há risco de explosões grandes, apenas algumas no interior da fábrica, por conta do material que ainda está queimando", afirmou o major. Foram registradas pelo menos seis explosões. As empresas e casas próximas à emrpesa não foram avariadas.

Na hora em que o acidente começou, não havia funcionários no local, e ninguém ficou ferido. Moradores do bairro também não se machucaram, mas os bombeiros alertaram a população de casas próximas à fábrica a saírem de casa, por causa do risco de intoxicação pela fumaça. O gerente comercial Ivan Marcos conta que estava numa festa na casa do afilhado, que dá para os fundos da empresa, quando foi avisado pelas crianças da fumaça. "Como sabíamos que essa fábrica tem muito material inflamável, saímos na hora de casa. Logo depois ouvimos as explosões". Ele afirma que todos iriam para a casa de parentes, até porque os bombeiros haviam cortado a energia elétrica do bairro. "Não dá para fazer muita coisa sem luz, e a fumaça pode prejudicar a saúde da família".

De acordo com a Sala de Operações dos bombeiros, não se sabe ainda o que causou o incêndio. "Somente a perícia, feita pelo Instituto de Criminalística, irá apontar as causas do incêndios", esclareceu Mocellin. Não há previsão de quando o laudo ficará pronto.

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