Chamas se alastram pela estação ecológica: área de banhado dificulta o combate ao fogo| Foto: Lauro Alves/ Agência RBS/Folhapress

O incêndio que se alastra pela Estação Ecológica (Esec) do Taim, no Rio Grande do Sul, desde a terça-feira, já atingiu uma área de 700 hectares, segundo o último balanço do Instituto Chico Mendes Con­­servação da Biodiversidade (ICMBio).

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O fogo, na região centro-norte da estação ecológica, começou na tarde do dia 26 após um raio atingir a vegetação. Inicialmente, as chamas avançaram em duas direções, mas a equipe que combate o incêndio conseguiu controlar uma das frentes.

De acordo com Henrique Ilha, responsável pela estação ecológica, o fogo se concentra em uma área de banhado, com grande quantidade de folhas secas e água por baixo. Animais de pequeno porte, como roedores e invertebrados, são os mais atingidos.

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De acordo com o ICMBio, o fogo está sendo combatido com o auxílio de um helicóptero da Marinha e três aviões agrícolas de produtores da região, cada um com capacidade de despejar cerca de 600 litros por voo. Vinte agentes do instituto participam da ação.

O coordenador de emergências ambientais do ICMBio, Christian Perlinck, afirmou que mais dois aviões iriam chegar à Esec do Taim ontem.

De acordo com Perlinck, o fogo só pode ser combatido por ar e ainda não é possível, segundo o coordenador do ICMBio, dimensionar os danos causados à vegetação e às espécies que habitam a estação ecológica.

A reserva do Taim abrange uma área de 34 mil hectares, entre os municípios do Rio Grande e de Santa Vitória do Palmar. A estação fica em uma faixa de terra localizada entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, próximo ao Arroio Chuí, na fronteira do Brasil com o Uruguai.

Criada por decreto em 1986, a estação do Taim é uma 312 unidades de conservação federais geridas pelo ICMBio, autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. É considerada uma das mais importantes reservas, em função da grande biodiversidade que abriga.

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