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protesto

Funcionários da Copel paralisam as atividades por 24 horas em Maringá e região

Trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 3% e a anulação da compensação do banco de horas. Sindicato afirma que, se não houver negociação, pode haver greve por tempo indeterminado

Parte dos 1,2 mil funcionários da Companhia Paranaense de Energia (Copel) na região Noroeste aderiram à paralisação de 24 horas que ocorre nesta quinta-feira (22) em todo o estado. As atividades foram suspensas à meia-noite e devem ser retomadas no mesmo horário de sexta-feira (22).

Segundo o Sindicato dos Eletrecitários de Maringá e Região Noroeste, 60% dos funcionários pararam na região. No estado, a assessoria da Copel informa que 85% dos trabalhadores não paralisaram as atividades e confirmou que nenhum serviço está prejudicado por conta do movimento organizado pelo sindicato da categoria.

De acordo com o presidente do sindicato regional, Claudeir Fernandes, esta primeira paralisação é uma solicitação dos funcionários à diretoria da empresa para que haja negociações sobre o reajuste salarial. "Faz dois anos que não temos aumento real, só o reajuste da inflação. Isso não é reposição, é obrigação da empresa."

Fernandes explica que os funcionários solicitam o reajuste salarial de 3% e a anulação da compensação de bancos de horas, que foi proposto recentemente pela Copel. "Estamos em um momento muito ruim. A atual diretoria e governo estadual, que é o sócio majoritário da companhia, não aceitam negociar."

Segundo o presidente do sindicato, 15 das 19 categorias de funcionários da Copel decidiram pela paralisação, o que representa 99% dos 9 mil empregados em todo o estado. "Somente advogados, economistas, secretários e bibliotecários aceitaram a proposta oferecida. Mas essas categorias têm baixa representatividade dentro da empresa", explica.

Fernandes afirma ainda que, caso não haja a negociação, os funcionários devem realizar nova paralisação entre 29 e 30 de novembro, com a suspensão das atividades por 48 horas. "Se mesmo assim a empresa não nos atender, vamos parar por tempo indeterminado na semana seguinte."

A paralisação desta quinta-feira (22) ocorre após 23 anos sem greves na Copel. Em 1989, os funcionários também paralisaram as atividades ao reivindicar reajuste salarial. "Apesar da companhia bater recordes de lucratividade no últimos anos, a atual diretoria não tem valorizado os funcionários. Mesmo assim, continuamos no aguardo."

Em nota, a Copel afirma que, em relação ao reajuste anual de seus empregados, apresentou "a melhor proposta possível diante do novo cenário econômico e do setor elétrico no país".

A companhia diz ainda que "considera desproporcional o movimento de greve iniciado por sindicatos que pretendem paralisar os serviços da Copel em prejuízo da população paranaense".

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