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A cidade de Cuenca, na Espanha, abriga uma república diferente. Lá moram 90 pessoas, mas nenhum estudante. Com idade média de 70 anos, os habitantes da Convivir são pessoas idosas em busca de uma vida comunitária.

No mundo todo, a habitação coletiva surge como uma opção desejável para pessoas idosas. Os habitantes são associados, que dispõe de serviços para a terceira idade, como profissionais da área de saúde. Mas os espaços não são todos coletivos, como em asilos e abrigos. Cada pessoa têm seu espaço privado, seja um quarto, apartamento, e muitas vezes sua própria casa.

O jornal El País estima oito residências deste estilo, só na Espanha. O custo da associação varia entre 50 e 140 mil euros (de R$ 170 mil a R$ 477 mil). Em geral, são iniciativas recentes. Mas a ideia da casa compartilhada, chamada cohousing, surgiu ainda na década de 1960, na Dinamarca.

“O que aconteceu na Dinamarca é que as pessoas envelheceram juntas em comunidade”, e aí surgiu a ideia do cohousing, conta a professora Edilmere Sprada, da Associação Brasileira de Apoio e Atenção à Pessoa Idosa (Abraapi).

Uma das inspirações do grupo é o Lar dos Velhinhos de Piracicaba. É uma vila fechada, com uma área coletiva no meio. Em volta ficam chalés. São moradas individuais, que funcionam como uma casa dentro de um condomínio. O morador tem suas coisas, e entra e sai a hora que quer. Quando o chalé fica vago, o imóvel fica para o Lar, e não para a família.

Em outro extremo da praça ficam apartamentos para idosos que são muito dependentes. Há uma ala só para portadores de Alzheimer. “Eu gostaria de envelhecer assim. Ter uma vida em comunidade, sustentável, uma área verde”, comenta Edilmere. Desde 2014 a Abraapi estuda a compra de um terreno na região de Curitiba, para estabelecer uma comunidade nestes moldes.

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