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Testes de ônibus elétrico com wi-fi começam hoje

Veículo que começa a circular nesta segunda-feira (15) em Curitiba é o primeiro desse tipo a ser testado em uma cidade da América Latina pela Volvo

  • PorFabiane Ziolla Menezes
  • 15/08/2016 08:00
A estação para recarga da bateria do Hibriplug  foi instalada em um ponto de ônibus em uma pracinha da Rua Menezes Dória, no bairro Hugo Lange. | Silvio Aurichio/Divulgação/Volvo Bus Latin America
A estação para recarga da bateria do Hibriplug foi instalada em um ponto de ônibus em uma pracinha da Rua Menezes Dória, no bairro Hugo Lange.| Foto: Silvio Aurichio/Divulgação/Volvo Bus Latin America

Adiados por mais de um mês, os testes com o ônibus elétrico híbrido da Volvo Bus Latin America, que pode andar até 100% do tempo apenas com eletricidade, começam nesta segunda (15), na linha Juvevê/Água Verde, em Curitiba. É a primeira cidade da América Latina a testar um veículo desse tipo em condições reais de uso. A linha em questão foi escolhida por circular na região central da capital paranaense, reconhecidamente a que mais sofre com a emissão de poluentes.

Com tecnologia plug-in, o elétrico híbrido permite a recarga de bateria em pontos de embarque e desembarque de passageiros. O projeto é resultado de uma parceria global da Volvo com a Siemens, que desenvolveu as estações de carregamento rápido da bateria do motor elétrico, que propicia aos veículos maior tempo de operação em modo elétrico, reduzindo o uso de combustíveis fósseis. Por isso, o veículo foi batizado de Hibriplug. Os testes que começam nesta segunda fazem parte da terceira fase do projeto de eletromobilidade de Curitiba, que além da Volvo e da Siemens, também conta com a parceria do governo sueco e das quatro principais universidades de Curitiba (UTFPR, UFPR, UP e PUCPR).

A estação para recarga da bateria foi instalada em um ponto de ônibus em uma pracinha da Rua Menezes Dória, no bairro Hugo Lange, próximo do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná. Na Área Calma, que fica no centro da cidade, onde há mais emissão de poluentes, o veículo andará apenas no modo elétrico e programado para não passar dos 40 km/h.

A recarga da bateria do motor elétrico é feita durante o tempo embarque e desembarque de passageiros e leva, no máximo, 6 minutos para receber uma carga total. A estação carregamento de alta potência foi desenvolvida e instalada pela Siemens.

Alternativa ao status quo

Quando do anúncio dos testes, no último dia 29 de junho, o prefeito Gustavo Fruet (PDT-PR) disse que os testes do híbrido elétrico da Volvo e o lançamento dos editais de proposta de manifestação de interesse (PMI) nos últimos meses, buscando também interessados em investir em outros modais elétricos como o VLT e o VLP em novos trechos da cidade, são uma oportunidade para Curitiba ganhar novos players na operação do transporte público. “Já há evidentemente interesse porque, ao contrário do metrô, que é um projeto nacional e depende fundamentalmente de recursos do governo federal até para nacionalizar tecnologia, são projetos de menor escala, de transporte de baixa e média capacidade, em que o próprio setor privado tem condições de complementar o financiamento, o que seria muito oneroso apenas [bancado] pela cidade”, disse Fruet na ocasião. Procurar alternativas ao atual contrato de transporte coletivo, alvo de várias ações na Justiça e desentendimentos entre empresários e poder público, e evitar medidas drásticas como rompimento do acordo tem sido um dos propósitos de Fruet.

Ainda em março deste ano, a Volvo começou os testes do ônibus híbrido articulado, o Hibriplus, na linha Interbairros II, sentido anti-horário – linha que transporta uma média de 33 mil passageiros por dia e tem 41 quilômetros de extensão. A diferença do Hibriplus para o Hibriplug é que este último tem como base principal de funcionamento a eletricidade, enquanto o primeiro é uma combinação de dois motores, um elétrico e outro a diesel.

Tecnologia híbrida

Segundo a Volvo, a tecnologia híbrida da montadora já está consolidada mundialmente. De 2010, quando começarem a ser produzidos em escala comercial, até hoje, mais de dois mil ônibus já foram vendidos e circulam em 21 países. Curitiba tem, ao todo, desde 2012, 30 veículos de tamanho convencional, batizados de Hibribus, circulando em linhas como Mercês/Guanabara, Água Verde e Detran/Vicente Machado. Já o modelo articulado pode ser visto circulando em cidades como: Budapeste, na Hungria; Hamburgo, na Alemanha; e Sundsvall, na Suécia.

A montadora sueca teria uma vantagem em relação a outras por estar mais de olho nas particularidades da América Latina. Nos testes do ônibus da chinesa BYD em Curitiba, por exemplo, constatou-se que o peso do veículos – 19,6 mil quilos, ou duas toneladas a mais que o modelo convencional – pode ser um problema para o padrão de asfalto brasileiro.

Para os passageiros o ganho com o Hibriplus e o Hibriplug são mais conforto, já que o veículo é mais silencioso e oferece ar-condicionado, e wi-fi, uma novidade no transporte coletivo de Curitiba.

Controvérsia local

Apresentado como o “ônibus do futuro”, o Hibribus – ônibus híbrido de tamanho convencional – foi adquirido pelos operadores do sistema de transporte de Curitiba em 2012. Na época, o modelo já fazia parte do portfólio da montadora sueca e foi adquirido como qualquer outro ônibus, apenas com um contrato mais abrangente de manutenção, por ser uma nova tecnologia. A “inovação” pesou nos custos do sistema e foi apontada como um dos itens que encarece a tarifa pelo relatório do Tribunal de Contas do Estado.

A compra dos modelos exigiu um investimento de R$ 13 milhões. Essa conta foi incluída como uma taxa de risco na tarifa, cujo peso é de 2,07% segundo um estudo do TC. Na tarifa atual, seriam R$ 0,076.

À época, a Volvo disse que no pacote comercializado com Curitiba estavam incluídos, além do chassi, a manutenção do veículo feita por mecânicos especializados e uma garantia da bateria – um dos itens mais caros do modelo.

A diferença daquela época para agora, é que o Hibriplug ainda estão em período de testes, portanto terão todas as despesas pagas pela Volvo e parceiros suecos.

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