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O procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacóia, confirmou nesta quinta-feira (29) a continuidade do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no Paraná. Segundo ele, além da manutenção dos trabalhos, o rodízio de policiais cedidos ao grupo, iniciado no ano passado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), não vai mais acontecer.

A seleção dos policiais que atuarão no Gaeco será feita como antes, a exceção de que o pedido não vai mais depender da Sesp. Antes, a indicação feita pelo grupo precisava passar pela análise da secretaria, mas, a partir de agora, a indicação será encaminhada diretamente ao gabinete do governador do estado.

As novas medidas adotadas começam a valer já nas próximas semanas. De acordo com o procurador Leonir Batisti, coordenador do Gaeco, todas as mudanças foram definidas junto com o governador, Beto Richa (PSDB). "O resultado é mostra bom compromisso do governo do estado com nossas atividades. Vamos meramente continuar nossos serviços sem problemas de continuidade", declarou o procurador.

Segundo ele, será mantida a quantidade aproximada de 60 policiais no Gaeco. Quando houver necessidade, pode haver ampliação neste número.

Batisti disse ainda que as equipes que atuam no Gaeco serão recompostas, mas muitos dos policiais que já realizam serviços no órgão devem ser mantidos.

Sobre o fim do rodízio, o procurador informou que, com as novas regras para cessão, a permanência dos policiais será estabelecida de acordo com a necessidade do Gaeco, e que a saída deles acontecerá de "modo natural".

O rodízio

Determinado pela Sesp, o rodízio de policiais cedidos ao Gaeco havia começado em setembro do ano passado. Os agentes incorporados poderiam permanecer no grupo do MP-PR por um período máximo de dois anos, ao fim do qual deveriam ser trocados. Além disso, o Gaeco não poderia mais escolher os policiais. As indicações passaram a ser feitas diretamente pela Sesp. A norma abriu um mal estar entre Gaeco e a secretaria.

Governo

Por meio de nota, o governador Beto Richa (PSDB) afirmou "o interesse em manter a cooperação com o Ministério Público em relação ao Gaeco". O texto acrescenta que há possibilidade que o efetivo do grupo pode ser ampliado.

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