Seis pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (16) no Paraná e em Santa Catarina acusadas de integrar uma quadrilha especializada em golpes por meio de vendas pela internet. Do total de mandados de prisão expedidos, quatro foram cumpridos nas cidades de Cascavel e Toledo, no Oeste paranaense, e outros dois nos municípios de Jaraguá do Sul e Fraiburgo, em território catarinense. De acordo com investigações do Núcleo de Repressão aos Crimes Econômicos (Nurce), o grupo teria lesado 50 pessoas, em sete estados brasileiros, causando prejuízo de mais de R$ 300 mil para as vítimas.

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Os golpes eram cometidos por meio de sites de vendas. Conforme explica a Agência Estadual de Notícias, órgão oficial do governo do estado, a quadrilha anunciava produtos eletroeletrônicos com dados cadastrais de empresas laranja, estabelecidas no mercado. Os consumidores contatavam essas companhias e confirmavam que eram idôneas. Então, faziam depósitos em uma conta corrente falsa, informada em no site.

Como as mercadorias nunca chegavam, as vítimas contatavam as empresas e percebiam que tinham caído em um golpe. Uma empresa de Cascavel, que teve os seus dados usados pela quadrilha, procurou o Nurce, que passou a investigar o esquema.

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Durante quatro meses de investigação, a polícia identificou, por enquanto, 50 vítimas no Paraná, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Presos

Foram presos Pedro Cezar Bessani Filho, Alan Christofer Cezário dos Santos, Diego Soares Moreira, Jean Carlos Pinheiro, Rodrigo Comarella e Marcelo Rodrigo Bosi. Conforme declaração do delegado coordenador do Nurce de Cascavel, Thiago Nobrega de Almeida, ao site de notícias do governo estadual, todos os presos confessaram os crimes.

Além dos mandados de prisão, a Operação On Line, como foi batizada a ação desta manhã, também cumpriu mandados de busca e apreensão, por meio dos quais foram recolhidos equipamentos eletrônicos e de informática, além de documentos. Com Bosi, preso em Cascavel, foram encontrados ainda uma pistola de brinquedo e dez munições intactas.

Depois de prestar depoimento, todos foram indiciados por estelionato e formação de quadrilha, crimes cujas penas podem variar de um a cinco anos de reclusão.

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