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Um grupo de manifestantes pró-palestina interrompeu uma homenagem ao major israelense Rafael Rozenszajn que ocorria na Câmara Municipal de São Paulo nesta terça-feira (6). A Guarda Civil Metropolitana (GCM) e pela Polícia Militar conteve os integrantes e os encaminhou ao hospital, para atendimento, e à delegacia, para prestar depoimento. Eles foram liberados logo em seguida. A cerimônia seguiu normalmente assim que houve a intervenção das autoridades.
Ambos os lados do conflito divulgaram vídeos em suas redes sociais. A TV Câmara também registrou o momento. As imagens mostram os ativistas gritando e portando bandeiras da Palestina. Os responsáveis integram o grupo "Frente Palestina São Paulo" e alegaram agressões durante a contenção. Um deles relatou ao portal Opera Mundi que a intervenção durou cerca de 30 minutos.
A organização do evento partiu da vereadora Cris Monteiro e do internacionalista Gerson Pires, ambos do partido Novo. Em uma publicação conjunta logo após o ocorrido, os parlamentares afirmaram que a homenagem ocorreu em reconhecimento ao trabalho de Rafael na defesa de Israel e no combate ao terrorismo. Eles disseram que os manifestantes defenderam grupos terroristas durante a intervenção.
"Não vamos nos intimidar. Não aceitaremos que o extremismo, a intolerância e a apologia ao terrorismo sejam normalizados ou tratados como simples divergência política", diz a publicação.
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Manifestante alegou agressão
Do outro lado, porém, uma das participantes alegou intimidação contra o que seria, em sua versão, apenas um gesto de solidariedade aos palestinos. Além disso, ela agradeceu à pressão do grupo pela liberação dos membros detidos.
"Não podemos aceitar a criminalização, a intimidação e a repressão de quem se mobiliza em solidariedade ao povo palestino e denuncia o genocídio", completou.
A ativista chegou a alegar que um médico que integrava a investida desapareceu durante a confusão, mas explicou logo depois que ele estava entre os detidos.
Rafael Rozenszajn é porta-voz em português das Forças de Defesa de Israel (FDI). Advogado das forças durante 18 anos, nasceu no Brasil, local em que seu avô desembarcou após sobreviver ao holocausto. Em entrevista à Gazeta do Povo, afirmou que há uma "desinformação muito grande" no Brasil sobre o que ocorre na Faixa de Gaza, sobretudo em relação aos atos da guerra.
"São tantas narrativas enganosas sobre o que acontece aqui em Israel e nós estamos nessa luta, na guerra midiática, na guerra de narrativas, para tentar mostrar ao povo brasileiro o que realmente acontece aqui em Israel", revelou.




