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Ponta Grossa - A tentativa de 160 índios caingangues de invadir a obra da usina hidrelétrica Mauá, no Rio Tibagi, em Telêmaco Borba, nos Campos Gerais, foi frustrada pela polícia ainda na madrugada de terça-feira, seis horas depois de o comboio chegar ao local. Eles chegaram às proximidades da hidrelétrica às 22h30 de segunda-feira. A Polícia Militar formou um bloqueio com viaturas e policiais da tropa de choque de Londrina, impedindo a passagem dos manifestantes pela estrada rural que liga a cidade à usina.

De lá, o grupo seguiu para a re­serva Barão de Antonina, em São Jerônimo da Serra, a cerca de 100 quilômetros ao norte, onde realizaram uma reunião de lideranças. Depois de serem comunicados sobre a audiência que ocorrerá em Brasília, os líderes resolveram dar uma trégua nos manifestos.

Os índios saíram do escritório da Funai em Londrina – que ocupavam há vários dias – em direção a Telêmaco Borba decididos a interromper a obra da usina no Rio Tibagi, ocupando quatro ônibus – um deles interceptado na BR-376, em Imbaú –, um caminhão e caminhonetes do órgão. Eles iniciaram um acampamento em frente ao bloqueio policial, onde realizaram rituais e pediram a presença da imprensa, mas desistiram de manter a resistência com a chegada da tropa de choque de Londrina. Eles se retiraram às 4 horas da madrugada de terça-feira.

Segundo a PM, a tentativa de ocupação da usina já era esperada desde o início dos protestos. A polícia já realizava patrulhamentos pela região e mantinha informantes junto aos índios. A ordem é impedir qualquer tentativa de chegar mais perto da obra. "A usina nada tem a ver com o movimento reivindicatório deles", sustenta o major Edson Solak, comandante do 3.º Comando Independente da PM, em Telêmaco Borba. "Es­­tamos monitorando as estradas. Ao menor sinal de aproximação, bloquearemos novamente", afirma o major Solak. Segundo ele, a PM também monitora os fundos da usina, por onde pode-se chegar a pé. A reserva mais próxima, em Ortigueira, fica a 15 quilômetros.

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