Atualizado em 16/10/2006 às 20h06
Policiais do grupo Tigre (Tático integrado de Grupos de Repressão Especial) estouraram na noite deste domingo em Foz do Iguaçu, região Oeste, o cativeiro onde um empresário chinês estava sendo mantido preso há uma semana. O seqüestro e a libertação do empresário foram divulgados na manhã desta segunda-feira. Não foi pago resgate.
O empresário foi libertado e passa bem. Fernanda Albuquerque Sgarioni e sua mãe, Fernanda Célia Wilma Amarilla de Albuquerque Sgarioni, que cuidavam do cativeiro, foram presas. José Francisco dos Santos, 25, e Marcos Rodrigo Tilleviztz, 24, reagiram e foram mortos.
Santos estava foragido da Colônia e Penal Agrícola de Piraquara, região metropolitana de Curitiba, desde abril de 2006 e tinha antecedentes por receptação e porte ilegal de arma. Tilleviztz tinha passagem por roubo. As duas mulheres presas não tinham antecedentes criminais. A polícia acredita que mais gente, provavelmente do Paraguai, esteja envolvida neste seqüestro.
A Polícia paranaense pediu no final da tarde a ajuda da polícia paraguaia para tentar identificar outras três pessoas que estariam envolvidas no seqüestro.
Seqüestradores se passam por agentes da PF
O nome do empresário, assim como a idade e o ramo da empresa, não foram divulgados. O empresário, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), foi seqüestrado na segunda-feira (9) pela manhã. O empresário e a mulher voltavam da faculdade quando foram abordados por quatro homens vestidos de preto, usando carteiras possivelmente falsas da Polícia Federal.
Ao ser abordado, o empresário foi informado que estaria com problemas com a polícia e seria levado para a delegacia. A mulher do empresário ainda tentou seguir o carro dos bandidos, que tiraram as chaves do carro e o celular da mulher. Horas depois, a família recebeu o primeiro telefonema dos seqüestradores, e em seguida acionou o Tigre que foi até a cidade.
Na última quinta-feira, após a notícia do seqüestro ser divulgada em um jornal da cidade, os bandidos entraram em contato com a família ameaçando enviar partes do corpo do empresário pelo correio.
Após as investigações, o Tigre chegou até uma casa alugada no bairro Jardim São Paulo II, onde os seqüestrados mantinham o empresário preso.
De acordo com a Sesp, o grupo Tigre teve o apoio da Polícia Federal (PF), da polícia paraguaia e da 6º subdivisão da Polícia Civil de Foz do Iguaçu.
Confira novas imagens do sequestro na reportagem do ParanáTV 2.ª edição







