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Gufan, o paranaense de 2 mil anos, ganha rosto com a ajuda da realidade virtual

Apresentação do modelo será feita nesta terça-feira (24) no Museu Paranaense

  • Durval Ramos Especial para a Gazeta do Povo
Com óculos de realidade virtual, paranaenses vão poder conhecer o morador mais antigo do estado | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Com óculos de realidade virtual, paranaenses vão poder conhecer o morador mais antigo do estado Henry Milleo/Gazeta do Povo
 
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Gufan, o mais antigo dos paranaenses, já tem um rosto — e você vai poder conhecê-lo de pertinho nesta terça-feira (24). Ele foi recriado digitalmente e agora volta à vida cerca de 2 mil anos depois de sua passagem pelo estado graças a uma parceria realizada entre o Museu Paranaense e as empresas Azuris e Beenoculus, que vão fazer com que esse ilustre ancestral possa ser revisitado graças à realidade virtual.

A apresentação oficial de Gufan ocorre nesta terça-feira, às 17h, no Museu Paranaense. Os visitantes vão poder usar os óculos especiais para ver de perto não apenas o rosto do indígena como também conhecer as etapas dessa reconstrução, da musculatura à sua estrutura óssea.

Essa é a primeira vez que um brasileiro de importância histórica é recriado de maneira tridimensional, como explica o designer 3D responsável pelo projeto, Cícero Moraes. Ele já havia feito a reconstrução de figuras como Santo Antônio e Madre Paulina, mas sentia falta de trabalhar com alguém que fosse genuinamente tupiniquim.

Foi a partir dessa vontade que nasceu a parceria com o museu e a possibilidade de dar um rosto a Gufan. Membro de uma tribo indígena que habitou a atual região de Prudentópolis em uma época que arqueólogos acreditam ser contemporânea à de Jesus Cristo, o “primeiro paranaense” carrega traços fortes e poderá ser visto de perto graças às novas tecnologias.

Segundo Moraes, a ideia de usar a realidade virtual surgiu como uma forma de fazer com que essas recriações se tornassem mais acessíveis. “Antes, as reconstruções eram feitas em animação ou criando um busto. Só que o vídeo não tem profundidade e a impressão em 3D ainda é muito cara e são poucos os que realmente têm acesso à obra”, explica o artista.

Assim, a nova tecnologia revelou ser a melhor maneira de levar o trabalho para um número maior de pessoas e com a mesma experiência de um modelo físico. E em um tempo recorde. Apesar de todas as pesquisas relacionadas ao paranaense de 2 mil anos tenham se iniciado com a descoberta de sua ossada, em 1954, o trabalho de montagem foi feito em apenas uma semana. “É claro que a tecnologia chama a atenção, mas as estrelas ainda são os arqueólogos”, diz o designer. “Estamos trazendo uma revelação do passado com ferramentas do futuro. É uma oportunidade única”.

Próximos passos

Só que a novidade não significa que as tentativas de entender os hábitos dos primeiros paranaenses se encerram por aqui. Além de toda a pesquisa científica que continua a ser desenvolvida, Moraes aponta ainda outras possibilidades que a própria tecnologia pode oferecer nessa área.

De acordo com designer, pode ser que o projeto se expanda e crie outras interações semelhantes. “Talvez consigamos recriar o ambiente original do Gufan ou remontar o local onde foi encontrado”, sugere. Além disso, ele conta que a parceria com o Museu Paranaense pode gerar também outros frutos. “Eles não precisam ser necessariamente com a realidade virtual, mas a reconstrução 3D ainda pode trazer mais novidades”.

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