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| Foto: Arquivo da família

Em 35 anos de vida acadêmica dedicados aos cursos da área de exatas, como Economia, Administração e Ciências Contábeis, Kazuchi Yamaoka ajudou a formar milhares de profissionais nas universidades da região de Maringá. Foi na sala de aula, também, onde conheceu a mulher por quem se apaixonou, em 1979. Na época, Elisabeth era uma aluna que chamava a atenção pelas notas altas, o que despertou o interesse de Yamaoka. "Ele insistiu mais de um ano, mas naquela época eu tinha uma admiração pelo meu professor. Com o tempo, me interessei pela pessoa contagiante que ele era", conta.

O carisma também era a marca de Yamaoka no ambiente de trabalho. Em mais de três décadas em que trabalhou na Universidade Estadual de Maringá (UEM), o mestre recebia constantemente o carinho dos alunos. "Não me lembro de nenhum ano em que ele não tenha sido homenageado pelas turmas." A admiração era estendida para fora da sala de aula e Yamaoka era sempre convidado para participar das confraternizações dos estudantes, como um amigo. Nesses momentos, o professor Kazuchi recebia outra responsabilidade: a de preparar o "melhor sashimi de Maringá". Elisabeth lembra que o capricho do preparo impressionava e conquistava cada vez mais fãs. "Ele era muito metódico em tudo o que fazia. Mas fazia com prazer, com alegria. Gostava de estar no meio do povo, da festa, e de proporcionar felicidade."

O cuidado no preparo do famoso prato começava dias antes, quando Yamaoka buscava os peixes no Rio Paraná, em tradicional pescaria com os amigos. O rio era o local preferido do professor, que pediu à família que espalhasse suas cinzas onde acreditava que poderia estar sempre em paz. Deixa esposa, quatro filhos e seis netos.

Dia 18 de dezembro, aos 69 anos, em consequência de complicações de um derrame, em Maringá.

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