Um impasse entre a prefeitura e a fundação que administra o Hospital São Vicente está atrasando a ampliação da unidade do hospital na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O projeto da Fundação de Estudos das Doenças do Fígado Koutolas Ribeiro (Funef) é de investir R$ 28 milhões em melhorias na infraestrutura, porém, a exigência de criação de um estacionamento no local vem travando a aplicação dos recursos.

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Segundo o diretor do São Vicente, Marcial Carlos Ribeiro, o hospital passaria dos atuais 40 leitos para 180, sendo que 60% seriam destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, todos os leitos são destinados ao SUS. Com a ampliação, o hospital poderia atender aproximadamente 40 mil pacientes por mês.

"Esse foi um pedido da própria prefeitura, já que um prédio desse porte exige um estacionamento. Mas para isso nós precisaríamos de um terreno baldio que fica ao lado do hospital", afirma Ribeiro. Ele esclarece que o espaço para ampliação do hospital existe, mas não para a criação do estacionamento.

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A Fundação entrou com um pedido para que a prefeitura doe o terreno, que é público, de aproximadamente 1,1 mil metros quadrados para a construção do estacionamento. "Achamos que nosso pedido é justo e necessário, já que atendemos pacientes do SUS e daremos cobertura médica a cerca de 150 mil pessoas que moram na CIC."

No entanto, a prefeitura – até o momento – se recusa a ceder o espaço. "Eles falaram que só venderiam o terreno por cerca de R$ 1,5 milhão", comenta o diretor do São Vicente. Ribeiro também ressalta que o pedido de doação do espaço ocorreu no ano passado. "Mas na gestão anterior não tivemos resposta e na atual o processo anda devagar", reclama.

O trâmite que irá determinar se o poder público municipal doará ou não o terreno está em estudo no Ippuc. A assessoria de imprensa do órgão revela que esse é o único espaço vazio que o poder público municipal possui "naquela região da CIC". "Caso seja necessário construir uma escola ou até mesmo um posto de saúde não teríamos outro espaço para atender aquela população. O poder público precisa pensar no futuro antes de doar o terreno", explica o Ippuc via assessoria de imprensa.