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Incêndio em Santos abre chance de Paranaguá recuperar embarque de soja

Fogo recupera força no porto paulista. Quatro navios desviam caminho para o Paraná

  • PorJosé Rocher
  • com agências
  • [08/04/2015] [22:30]
Apesar de restrito a um  tanque de gasolina, o incêndio voltou a ganhar força no fim da tarde de ontem. | Corpo de Bombeiros/PMES
Apesar de restrito a um tanque de gasolina, o incêndio voltou a ganhar força no fim da tarde de ontem.| Foto: Corpo de Bombeiros/PMES

Quando o Corpo de Bombeiros acreditava ter controlado o incêndio que começou há oito dias no Porto de Santos, as labaredas voltaram a ganhar força ontem à tarde em um tanque, colocando em xeque a previsão de que o bloqueio à chegada de caminhões será suspenso nesta sexta-feira. Um dos principais reflexos – além dos danos ambientais e à saúde da população – se dá na exportação da safra nacional de soja, que está atrasada e entra em seu auge nesta época do ano.

O Porto de Paranaguá, a 400 quilômetros de Santos pelo mar, informa que quatro navios desviaram o litoral paulista seguindo direto para o a costa paranaense. O quadro abre chance de o Paraná recuperar parte do espaço que vem perdendo nos embarques. Os executivos que administram a movimentação de cargas consolidam um diagnóstico.

O movimento no Corredor de Exportação do Paraná segue programação de dez dias e, por isso, ainda é normal, informa a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonia (Appa). Uma elevação nos embarques será medida na agenda dos próximos dez dias.

7 toneladas

de peixes mortos já foram retiradas do Rio Casqueiro, em Cubatão (SP). A mortandade é atribuída ao aquecimento e à falta de oxigênio na água. Ministério Público de São Paulo abre inquérito e avalia se empresa dona de reservatórios de combustível em chamas pode ser responsabilizada.

No primeiro trimestre, o volume de soja exportado por Paranaguá foi 53% menor que o do mesmo período de 2014, caindo de 2,3 milhões para 1,1 milhão de toneladas. Em âmbito nacional, o atraso – causado pela lentidão nas vendas e por fatores externos – é menos expressivo, de 28%, com queda de 9 milhões para 7,7 milhões de toneladas embarcadas.

27,7% de atraso

nas exportações de soja foram registrados no primeiro trimeste pelo Brasil, na comparação com 2014. Incêndio pode complicar esse quadro. No Porto de Paranaguá, movimentação foi 53% menor, e agora pode ser estimulada por navios que desviam o porto santista.

As exportações de soja, decisiva para a balança comercial e a economia brasileira neste ano, estão lentas. O porto paranaense chegou a embarcar 1,6 milhão de toneladas num único mês (abril de 2014), mas em março remeteu ao exterior apenas 788 mil toneladas (perto de 15 navios). Nesse mesmo mês do ano passado, exportou 1,3 milhão de toneladas, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Novo bloqueio de 24 horas a caminhões que seguem ao Porto de Santos, anunciado ontem, estimula mudança nas rotas de exportação. Se esse bloqueio for suspenso nesta sexta, os embarques podem voltar a ganhar força no domingo, dez após o início do incêndio e sete dias depois do corte no acesso.

O fluxo de caminhões em Santos seria flexibilizado ontem à noite e na madrugada de hoje. Comboios passariam por dentro da cidade, aliviando o bloqueio a veículos de carga no acesso tradicional ao porto santista, próximo ao terminal de armazenagem de combustíveis do distrito da Alemoa, onde o fogo desafia os Bombeiros. Essa operação noturna liberou 250 caminhões segunda-feira e 750 terça. A intenção é aumentar esse números, disse o secretário municipal de Assuntos Portuários de Santos, José Eduardo Lopes.

O Corpo de Bombeiros tem 137 agentes e 46 viaturas no combater ao incêndio, de causa ainda não apurada. O governo federal enviou reforços da Infraero e Força Aérea Brasileira, após determinação da presidente Dilma Rousseff.

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar os danos ambientais causados pelo incêndio. Os promotores pretendem avaliar se a empresa dona dos reservatórios pode ser responsabilizada pela contaminação do ar e da água.

Cerca de 7 toneladas de peixes mortos já foram retiradas do Rio Casqueiro, em Cubatão (SP). Com o aumento da temperatura da água e a diminuição de oxigênio na correnteza, os animais morreram. Fumaça tóxica e risco de explosão deixam a população em alerta.

O vazamento de combustível por meio de rachaduras dos tanques preocupava ontem o Corpo de Bombeiros. A expectativa, no entanto, é que o controle às chamas seja restabelecido nesta quinta-feira.

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