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Polícia

Investigador acusado de extorsão se entrega ao Gaeco

Delegado e superintendente de Campo Largo, além de dois advogados, haviam sido presos na segunda-feira (13). Grupo é acusado de extorquir um caminhoneiro

  • PorFelippe Aníbal e Diego Ribeiro
  • 14/09/2010 15:27

O investigador Mário Jorge Ermelino da Silva, da delegacia de Campo Largo, região metropolitana, se apresentou, na tarde desta terça-feira (14), ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Orga­nizado (Gaeco), sediado em Curitiba. A prisão preventiva do investigador havia sido expedida na segunda-feira (13), quando foram presos o delegado e o superintendente do distrito, além de dois advogados. Todos são acusados de participação em um esquema de extorsão contra um caminhoneiro.

De acordo com informações do Gaeco, Silva seria ouvido e encaminhado à carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), na capital paranaense. O investigador é acusado de ter participado diretamente da extorsão.

A denúncia

O esquema foi denunciado ao Ministério Público pelo empresário Marco Sobota. Segundo o Gaeco, no dia 23 de agosto, o caminhoneiro Valdeci Deda foi a Campo Largo para fazer a entrega de cinco caixas de cigarro em um bar. Ele teria sido abordado por Silva e pelo superintendente Adão Osmário de Almeida.

O caminhoneiro e um sócio teriam sido conduzidos à delegacia, onde só teriam sido liberados depois de pagar R$ 40 mil. Outros R$ 15 teriam sido dados pelos dois posteriormente. O delegado Maurílio Alves teria negociado com Deda uma mesada de R$ 3 mil, que seria paga enquanto as investigações transcorressem.

O delegado Alves e o superintendente Almeida estão detidos desde segunda-feira, também na carceragem da DFRV. Os advogados do caminhoneiro, Evaldo Pissaia e Renato Celso Beraldo Júnior, também foram presos. De acordo com o Gaeco, eles teriam recebido os R$ 55 mil e dividiram o dinheiro com os policiais.

Presos não sabem do teor das acusações

O advogado Benedito de Paula, que representa o delegado Alves, o superintendente Almeida e o investigador Silva, reclamou que só teve acesso ao processo na tarde desta terça-feira. De acordo com ele, a defesa dos acusados se concentraria em estudar os autos para traçar uma estratégia. "Eles [os policiais detidos] não sabem sequer do que estão sendo acusados, nem de onde partiu esta denúncia. Foi uma surpresa para todos eles", disse o advogado.

De Paula articulou a apresentação de Silva ao Gaeco, nesta segunda, e ressaltou que o cliente se entregou para contribuir com as investigações. "Posso assegurar que todos os meus representados vão declarar o que sabem e contribuir para elucidar essa história que nos parece muito mais fantasiosa do que verídica", concluiu.

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