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O secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, afirmou nesta terça-feira (15) que a Islândia autorizou a extradição do médico Hosmany Ramos para o Brasil. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, o governo islandês, antes de acatar o pedido feito pelo Brasil, havia negado um pedido de refúgio apresentado por Hosmany.

Ele foi preso no dia 13 de agosto na Islândia ao tentar embarcar com passaporte falso. No Brasil, Hosmany Ramos foi condenado a 43 anos de prisão por homicídio, sequestro e roubo. Preso desde 1981, ele cumpria pena no interior paulista. Depois de ser beneficiado por um indulto de natal no fim do ano passado, ele fugiu do país. Desde então, Hosmany é considerado foragido da Justiça brasileira.

Tuma Júnior informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a extradição só será concretizada após a Justiça da Islândia analisar um recurso protocolado por Hosmany, que pede a reavaliação da decisão de extraditá-lo. O ex-médico teria tentado recorrer contra a decisão dos islandeses de negarem o refúgio, mas a medida não teria sido aceita.

O governo brasileiro aguardará uma manifestação da Islândia para definir o cronograma e a operação para que Hosmany seja trazido de volta ao Brasil. O governo brasileiro afasta a possibilidade de a decisão que garante a extradição ser revertida.

O advogado de Hosmany Ramos, Marco Antônio Arantes de Paiva, disse ao G1 que ainda não teve acesso à decisão islandesa. Ele afirmou que a decisão oficial deve ser melhor analisada, porque além do pedido de extradição, que depende de um decreto islandês, havia também uma solicitação do próprio Hosmany Ramos, para que fosse recambiado ao estado do Tocantins, onde esteve preso antes de fugir da Islândia.

Paiva afirmou que caso Hosmany volte ao Brasil terá de cumprir cerca de 22 anos de prisão e provavelmente perderá os benefícios conquistados até agora pelos 22 anos que passou na prisão. "Vai começar a contar tudo de novo", afirmou. "Foi um péssimo negócio ter saído", avaliou. Hosmany, que chegou a ficar preso em um estabelecimento prosional islandês onde tinha acesso ao telefone acabou sendo transferido para uma unidade mais rigorosa e perdeu privilégios. "Ele abusou", disse o advogado.

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