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      Pouco antes da manifestação contrária ao reajuste das tarifas de ônibus na noite desta segunda-feira (10), cerca de 50 jornalistas realizaram um ato de pesar pela morte cerebral do cinegrafista Santiago Andrade. A homenagem foi feita em frente à igreja da Candelária, na mesma avenida e não muito distante de onde ele foi atingido por um rojão na cabeça, no centro do Rio.

      Cinegrafistas de TV baixaram as câmeras e puxaram um minuto de silêncio em homenagem ao funcionário da TV Bandeirantes, ferido na última quinta-feira durante outro protesto. Santiago Ilídio Andrade, 49, teve morte cerebral confirmada hoje em decorrência do ferimento com o artefato. Ele estava internado em estado grave no hospital Souza Aguiar.

      A manifestação teve início na presidente Vargas, em frente à Central do Brasil, mesmo ponto onde o cinegrafista foi ferido quando cobria outro protesto no local. Seguiu, depois, pela avenida Rio Branco, onde houve chuva de papel picado.

      Há pouco, o grupo estava em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. No local, um manifestante que sempre se veste como o personagem Batman segurava um cartaz onde se lia: "Luto por Santiago."

      Depois, eles foram para a sede da Fetranspor (federação que reúne as empresas de ônibus), próxima à Assembleia, e protestavam no local contra o reajuste a passagem no Rio subiu no último sábado de R$ 2,75 para R$ 3. Lá, manifestantes atearam fogo numa catraca de ferro, igual às utilizadas em ônibus. Integrantes do Movimento Passe Livre disseram que a catraca foi comprada por eles.

      Apos queimarem o objeto, os manifestantes gritaram, timidamente, o nome de Santiago, esboçando uma homenagem ao cinegrafista. Alguns chegaram a pedir um minuto de silêncio, mas não foram acompanhados e o ato não ocorreu.

      Os manifestantes ainda portam faixas contra a Copa do Mundo e a Rede Globo. Eles gritam palavras de ordem contra o evento esportivo. Também pararam ao lado de alguns ônibus: "Ô motorista, Ô cobrador, me diz aí se o seu salário aumentou", gritaram.

      O protesto que começou tímido, com cerca de 200 pessoas, mas já ultrapassou o número de 500 manifestantes.

      A passeata segue em sentido à Cinelândia. A Polícia Militar acompanha tudo de perto. "Sem hipocrisia, essa PM mata pobre todo dia", gritam alguns manifestantes durante o ato.

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