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O juiz responsável pelo julgamento do massacre do Carandiru aplicou multa de R$ 50.680,00 ao advogado Celso Vendramini, responsável pela defesa de 15 policiais militares acusados da morte de oito detentos.

A decisão se deu após o advogado abandonar o plenário, levando o juiz Rodrigo Tellini Camargo a dissolver o conselho de sentença e cancelar o julgamento.

O valor arbitrado, de acordo com Camargo, se deve a alta complexidade e o custo para o Estado em realizar o júri. Cabe recurso da decisão, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Acusação

Na última terça-feira (18), segundo dia do julgamento, Vendramini deixou o plenário e acusou o juiz Rodrigo Tellini Camargo de ser "parcial".

O advogado mostrou-se irritado quando a acusação leu trechos do depoimento antigo de um dos réus e pediu ao juiz que interrompesse a leitura. O magistrado não acatou.

Vendramini, então, retirou-se. "Estou abandonando o plenário em protesto a esse tipo de inquisição", disse.

"Ele [juiz] estava tendenciando para o Ministério Público. Ontem, ele ficou 40 minutos trancado com os jurados numa sala sozinho, e não deve fazer isso, porque isso causa suspeita. Hoje foi a gota d'água. Estou cansado", disse, após deixar o plenário.

Na ocasião, o advogado negou que sua saída do júri tenha sido estratégica.

Para a acusação, porém, a atitude do advogado se deu porque as provas favoreciam o Ministério Público.

Nova data

O novo julgamento foi remarcado para o dia 31 de março, às 9 horas. Nele, 15 policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) responderão pela morte de oito detentos e a tentativa de homicídio de outros dois.

A decisão do juiz, publicada nesta segunda-feira (24), nomeou ainda como defensor dativo o advogado Fábio Tofic Simantob. O documento ressalta que Simantob só assumira a defesa dos réus "na hipótese de ausência ou novo abandono do defensor constituído".

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